Novos e velhos tempos – O início da secularização

Percebo ultimamente um grande movimento por parte dos religiosos em manifestar em desespero posições, favoráveis a sensos que remetem a Idade das Trevas, coisa que há pouco tempo não víamos.

Temos desde bancadas religiosas perseguindo minorias até extremistas promovendo terrorismo. Vemos um sem número de outros vieses de pensamento derivados diretamente de povos primitivos.

Essas opiniões já existiam, claro, mas não se expressavam de forma tão incisiva, isso nos passa a impressão de que algo os incomoda, e profundamente, como se estivessem a perder sua orientação.

Em quase todo o mundo é imenso o número de igrejas que fecham as portas, única e exclusivamente pela escassez de membros, o que se evidencia ainda mais nas novas gerações. A religião nunca foi tão antiquada.

Muito dessas correntes deriva de se promover avanços tecnológicos destinados a melhorias na qualidade de vida e educação das massas. A conta é óbvia: Menos ignorância, menos religiões.

O fato é que, diferente do esperavam, o mundo a sua volta não está ruindo. Temos menos desgraças que nunca, até desastres naturais são amenizados graças a nossa inventividade. E isso os perturba.

Sinceramente acho insustentável essa fase de trevas, essa ‘Caverna de Platão’ que vivemos. A contento fica o fato de que em muitos países secularizados de verdade esse foi meio que seu suspiro derradeiro.

Da ‘lama’ ao caos!

Primeiro vem exclusão política, abusos governamentais, regalias sem fim, falta de interesse político na população, ignorância e alienação, mas antes da total inanição eis que surge a fagulha, um “simples aumento”.

Vem os protestos, a revolta, a reação nada pacifica, vem tentativas de dialogo, seria tarde? De ambos os lados o ódio, daí a primeira morte. Revolução, acordos tardios ou apenas o caos generalizado, o que vem agora?

PT, protestos e os ‘inusitados’ manifestantes nordestinos

Se uns meses atrás você ousasse declarar qualquer opinião contraria ao governo, desde as posições do congresso até da presidência, aqui no nordeste do país, você estaria em “maus lençóis”. Basicamente seria ignorado, quiçá taxada de “do-contra” ou até maluco. Logo lhe ‘desenhavam um rosário’ de realizações do ex-presidente e sua sucessora de fazer inveja a J.K.

E eis que começaram os protestos, logo se alastrando em todo país, primeiro devido o aumento das passagens, depois por motivos diversos. Houve quem apostasse que após a redução das tarifas eles terminariam, houve quem dissesse que eram até desnorteados. Sinceramente, não é o que vejo, na verdade estou orgulhoso da maior parte do ouço por aqui esses dias.

Não no que concerne, óbvio, ao resto do país, mas aqui na Paraíba e estados vizinhos, esses famigerados “vândalos de Facebook”, em sua maioria estão longe de uma massa sem consciência política. Não se ouve por aqui absurdos como a dissolução do congresso ou o banimento da Copa, por exemplo. Me pergunto se foi esse mesmo nordeste que apoia o PT? Bem, parece que não mais.

Muito pelo contrário do que diz a mídia de massa ou mesmo o que pareciam apontar as redes sociais, os protestos no nordeste estão sendo em suma extremamente comportados, inclusive contando com um sucinto suporte das autoridades policiais. Dessa maneira, fazendo a proeza tanto de integrar um povo, que apesar solicito, é também carente, em um só discurso: Acordamos!(?).

Educação – Fé no futuro (Parte 2)

Leia também: Educação – Fé no futuro (Parte 1).

Um simples casebre de madeira e telhado de palha fundado sobre a areia está sempre afundando, instável. Enquanto que uma portentosa fortaleza de pedra, com largas muralhas, posta sobre um alicerce também de pedra, custa ruir, se ruir. E o mesmo se aplica, e infelizmente, a toda nossa situação sócio-política.

Educação é sim a resposta para muitos, senão para todos os dilemas sociais atuais, desde a melhoria do IDH até a estabilidade econômica,  passando pela concretização do fim dos preconceitos. Entretanto ignorância e alienação são ótimas ferramentas políticas, isso parece irreversivelmente cíclico.

Queria ainda ter ‘fé no futuro’. É inviável saber que para uma mudança cultural profunda na massa é preciso um investimento massivo em educação, contudo ao fazê-lo os políticos atuais ‘matariam’ suas chances de reeleição, teriam que se reciclar, então porque mexer em ‘time que está ganhando’, não é?

Com esses paradigma em mente me pergunto, se países desenvolvidos como esses devem suas bases políticas e sociais a sua herança cultural ou ao um intenso processo de investimentos na área. Sinceramente, não sei. Entretanto historicamente é notório que mudanças vem acompanhadas de revoluções.