Educação – Fé no futuro (Parte 2)

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Um simples casebre de madeira e telhado de palha fundado sobre a areia está sempre afundando, instável. Enquanto que uma portentosa fortaleza de pedra, com largas muralhas, posta sobre um alicerce também de pedra, custa ruir, se ruir. E o mesmo se aplica, e infelizmente, a toda nossa situação sócio-política.

Educação é sim a resposta para muitos, senão para todos os dilemas sociais atuais, desde a melhoria do IDH até a estabilidade econômica,  passando pela concretização do fim dos preconceitos. Entretanto ignorância e alienação são ótimas ferramentas políticas, isso parece irreversivelmente cíclico.

Queria ainda ter ‘fé no futuro’. É inviável saber que para uma mudança cultural profunda na massa é preciso um investimento massivo em educação, contudo ao fazê-lo os políticos atuais ‘matariam’ suas chances de reeleição, teriam que se reciclar, então porque mexer em ‘time que está ganhando’, não é?

Com esses paradigma em mente me pergunto, se países desenvolvidos como esses devem suas bases políticas e sociais a sua herança cultural ou ao um intenso processo de investimentos na área. Sinceramente, não sei. Entretanto historicamente é notório que mudanças vem acompanhadas de revoluções.

Educação – Fé no futuro (Parte 1)

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Ao término da Segunda Guerra Mundial, inúmeras das atuais potências econômicas mundiais, bem como diversas nações em desenvolvimento, estavam literalmente falidas. Fadadas a um futuro sombrio de estagnação, tanto econômica quanto sócio-política. Contudo não é esse o quadro visível atualmente.

Países como o Japão, ou mesmo a própria Alemanha, o verdadeiro estopim do famigerado conflito armado, se encontram atualmente entre os maiores polos de desenvolvimento científico, sócio-político e econômico, principalmente econômico, de todo o mundo! A resposta?  – Indubitavelmente a educação, simples assim.

Esses são países onde os ideais políticos são outros, o povo não se alimenta da informação ‘pré-mastigada’ da federação. Estados e municípios tem autonomia e seus governos federais tem soberania e firmeza nas rédeas da economia. O pão-e-circo romano (leia-se o  ‘futebol-novela’ brasileiro), deflagaria, quiçá, revoluções.

Não sei ao certo se a cultura dos povos tem tamanha base firme que não possa ser vergada para a mudança de um paradigma, quase estacionário, do desenvolvimento social, como o que vivem países como o nosso e inúmeras outras nações em desenvolvimento. No entanto, tudo parece indicar o “sim”.