Crianças: Amigos, família ou só mascotes?

Não entendo exatamente o motivo de muitas pessoas que conheço dizerem que ter filhos é um tipo de realização pessoal também serem as mesmas que acabam por reclamar deveras saudosos de quando estes ainda eram pequenos.

Sou levado a crer que estes tinham seus círculos de amigos e colegas definido, escolhido de acordo com certos padrões. E um filho, outrora um mero “pet”, ao crescer meio que representa uma amizade forçada, e por vezes aquém destes.

Não é raro ver muitos destes apontando para quem tem bebês para dizer que devem aproveitar este momento, e que em breve tudo se torna difícil, chega ao insuportável. Estranho, pois comigo foi, e vem sendo, exatamente o contrário.

Meu filho é e sempre será meu único e verdadeiro amigo! Tudo isso porque o aceito e o entendo enquanto ser humano, sendo este único e independente, em caráter, em filosofia de vida, interesses, em tudo aquilo que concerne a outrem.

Eu não via a hora do meu filho poder me dizer o que sentia, lamentava por não poder conversar sobre o que cada um andava lendo ou assistido. Hoje, com ele mais crescido, estou contando os dias para podermos ir a um bar de striptease.

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La Bête: Arte, nudez, e a “irresponsabilidade” de pais e organizadores.

A intensa, e por vezes calorosa discussão, a cerca de polêmicas geradas em torno da arte, como a performance de La Bête, no Museu de Arte Moderna em São Paulo (MAM), só para citar uma recente, contudo não isolada, situação, não é, infelizmente, sequer uma novidade.

A arte parte de uma mera manifestação humana a qual se baseia em provocar, despertar, em suma trazer a tona nossos sentimentos, por vezes os mais recônditos, bons, como risos, lembranças saudosas, ou ruins, como o preconceito, o incômodo ou a mesmo irá.

Mas uma monstra como a citada estaria errada em ter um artista desnudo sendo tocado por crianças? Não. A arte tem exatamente essa função. Havendo uma advertência quanto ao conteúdo, como nesse caso da interpretação de Lygia Clark, não há em tese um problema.

Mas então estariam errados os pais? Depende. Se a educação que seus pais dão a criança abarca isso, e desde que a acompanhe tudo bem. Se não, um pai não deveria expor os filhos a nada desse gênero, incluindo de novelas a anúncios, que poderiam ter esse mesmíssimo viés.

Óbvio que com base no que dizem os estatutos, nada progressista aqui, todos estão passíveis a uma ação, vide a interpretação. O que em um país onde na mesma semana um pastor é detido por pedofilia passa desapercebido da mídia e redes sociais, é mais do que esperado.

Ensino Religioso Confessional: O que realmente assusta no cristianismo?

Muitos vem me indagando o porque do ensino religioso confessional tanto me incomodar. Mesmo não entre ateus ou agnósticos muitos são os que vêm tal mudança um retrocesso. E tudo isso devido as mentes cristãs por trás de tudo isso. Dizem eles: “Mas o que é tão assustador no cristianismo?”

Sabem o que é assustador? Não é perceber que quando era cristão eu ter sido muito melhor religioso que a maioria: fervoroso, penitente, caridoso, honesto, seguidor e guardador dos mandamentos, mesmo os mais rígidos, e não na medida do possível, contudo com o sacrifício que requer a fé.

É inquietante observar, contrariando todo prognóstico de amigos e parentes, que agora eu sendo um ateu agnóstico, e ainda um daqueles militantes chatos, continuo melhor ser humano que todo cristão que conheço, (sim sem exceções!), quiçá que eu mesmo quando então em meio a eles.

A Bíblia e o formato da Terra: Os teóricos da conspiração estão certos!

Se agarrar com unhas e dentes a religião e diversos de seus elementos em detrimento do que apontam as evidências é de uso comum de quaisquer fundamentalistas. Pudera, o método é deveras cômodo, de grande alcance e fácil aceitação pela maior parte da audiência.

Os chamados “Terraplanistas” atuais (nada mais que adeptos de uma teoria da conspiração que apesar de eventualmente estar em voga, é tão antiga quanto a própria ignorância) fazem uso de vários expedientes desse tipo, tais como valer-se de passagens como Isaías 40:22.

Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; ele é o que estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar.

Cabe aqui ressaltar que a Bíblia, segundo os próprios religiosos, não tem como proposta atuar como um ensaio acadêmico de astronomia. Além do que existem várias traduções para o termo usado nessa passagem: Chuwg, mas todas dão ideia de círculo, duas dimensões.

O termo normalmente lido como “esfera” é Duwr que quer dizer, em hebraico, exatamente isso, “bola”. Por coincidência essa palavra é usada também em Isaías (22:18), sob outro contexto. Em suma, segundo o autor, nosso mundo teria exatamente aquele formato: um plano(!).

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