O constante empobrecimento dos valores sócio culturais – Ou, defenestrando a famigerada “cultura inútil”

Todos tem cultura, ela só é diferente, para cada indivíduo, época e região. Mesmo assim muitos são os que defendem a ideia de que há uma cultura inútil ou inferior. Discordo! Podemos até agrupar essa ou aquela em escalas de relevância ou alcance, mas nunca menor, nunca inválido.

A gente aprende com a idade, que nossa geração é tão rica quanto qualquer outra, e nossos antepassados pensaram a mesmíssima coisa sobre nós, a eterna ideia de que “no meu tempo era melhor!”. As vezes isso se observa também em um grupo. Parte do que se entende por relativismo cultural.

Essa ideia de que a geração seguinte é sempre mais degradante que a anterior vem basicamente de éditos cristãos. Isso porque o rito dos nazarenos era originalmente um culto apocalíptico e eminente. Eles viam um fim progressivo para tudo que era bom, uma constante “perda dos valores”.

Para muita gente mesmo a mais fútil subcultura tem todo um arcabouço de manifestações. Toda geração tem seus baluartes, que mesmo eu ignorava. Pudera, vide o ambiente conservador que cresci. Me agarrava ao édito da constante perda cultural, pois minha época era “a melhor!”

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