Mensagem subliminar?

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Ateus versus agnósticos. Ou: Como não passar vergonha apontando divergências onde estas definitivamente não existem.

Diante de uma crescente onda de desinformação que vejo, só esclarecendo, atualmente os termos:  agnosticismo e gnosticismo são contrários e dizem respeito a saber sim ou não algo, independente do que seja. Do mesmo modo, Ateísmo e teísmo também só que dizem respeito a crença ou não em deuses, e SOMENTE em deuses. Ou seja, uma coisa não é contrariada pela outra.

Dessa maneira é perfeitamente possível si dizer, por exemplo, um ateu agnóstico, que não acredita em deuses mas não descarta a possibilidade, ou um teísta gnóstico, que acredita irrevogavelmente em deuses. Em suma: ser agnóstico no que diz respeito a deuses não descarta uma postura ateísta ou mesmo teísta. Distorcer a terminologia sim é deveras contraproducente!

La Bête: Arte, nudez, e a “irresponsabilidade” de pais e organizadores.

A intensa, e por vezes calorosa discussão, a cerca de polêmicas geradas em torno da arte, como a performance de La Bête, no Museu de Arte Moderna em São Paulo (MAM), só para citar uma recente, contudo não isolada, situação, não é, infelizmente, sequer uma novidade.

A arte parte de uma mera manifestação humana a qual se baseia em provocar, despertar, em suma trazer a tona nossos sentimentos, por vezes os mais recônditos, bons, como risos, lembranças saudosas, ou ruins, como o preconceito, o incômodo ou a mesmo irá.

Mas uma monstra como a citada estaria errada em ter um artista desnudo sendo tocado por crianças? Não. A arte tem exatamente essa função. Havendo uma advertência quanto ao conteúdo, como nesse caso da interpretação de Lygia Clark, não há em tese um problema.

Mas então estariam errados os pais? Depende. Se a educação que seus pais dão a criança abarca isso, e desde que a acompanhe tudo bem. Se não, um pai não deveria expor os filhos a nada desse gênero, incluindo de novelas a anúncios, que poderiam ter esse mesmíssimo viés.

Óbvio que com base no que dizem os estatutos, nada progressista aqui, todos estão passíveis a uma ação, vide a interpretação. O que em um país onde na mesma semana um pastor é detido por pedofilia passa desapercebido da mídia e redes sociais, é mais do que esperado.

Ensino Religioso Confessional: O que realmente assusta no cristianismo?

Muitos vem me indagando o porque do ensino religioso confessional tanto me incomodar. Mesmo não entre ateus ou agnósticos muitos são os que vêm tal mudança um retrocesso. E tudo isso devido as mentes cristãs por trás de tudo isso. Dizem eles: “Mas o que é tão assustador no cristianismo?”

Sabem o que é assustador? Não é perceber que quando era cristão eu ter sido muito melhor religioso que a maioria: fervoroso, penitente, caridoso, honesto, seguidor e guardador dos mandamentos, mesmo os mais rígidos, e não na medida do possível, contudo com o sacrifício que requer a fé.

É inquietante observar, contrariando todo prognóstico de amigos e parentes, que agora eu sendo um ateu agnóstico, e ainda um daqueles militantes chatos, continuo melhor ser humano que todo cristão que conheço, (sim sem exceções!), quiçá que eu mesmo quando então em meio a eles.