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Sequelas do pensamento religioso

Tenho que reconhecer: Algumas dos mais desprezíveis indivíduos que tive o desprazer de “conhecer” recentemente as encontrei via as campanhas das tarjas de perfil, presentes em redes sociais como o Facebook. Aquelas com dizeres explícitos, do tipo: “Sou Livre Pensador” ou “Deus Não Existe”. Ditas céticas é repugnante ver que muitas não diferem em praticamente nada dos religiosos, e dos mais devotados(!).

Adeptos de teorias da conspiração, tendo pseudo cientistas como gurus alimentares, acreditando em toda sorte de charlatanismo, extremamente falaciosos, fechados a questionamentos ou só a serem razoáveis. Pelo que pude constatar relutantemente, e não de hoje, mas há uns anos, a mente criada e alimentada dentro da religião é mesmo como uma doença que mesmo curada deixa sequelas das mais profundas.

A rápida condenação do Lula versus prescrições de um sem número de outros crimes de corrupção – Ou, o porquê da obviedade de um julgamento enviesado e uma condenação sob encomenda!

No mesmo dia da condenação do ex presidente José Serra teve todos os inquéritos sobre si arquivados, prescrição foi a justificativa. Este havia recebido, segundo delações, 23 milhões em uma conta em seu nome na Suíça. Ainda segundo delações, do próprio ex presidente da Odebrecht, Serra já teria recebido 52 milhões como propina, desde o ano de 2002(!).

Romero Jucá, foi outro que recentemente teve todas as acusações sobre si arquivadas, mesmo com a famigerada gravação em que este expressa “com o Supremo, com tudo!”. Parece ter costas demasiadamente largas, diga-se de passagem. O juiz Gilmar Mendes deteve os inquéritos até a prescrição, isso passada praticamente uma década empoeirando com o STF.

Geraldo Alckmin teria recebido 10 milhões em “Caixa Dois”, segundo delações da mesma Odebrecht. Com áudio e vídeos veiculados nos noticiários. Seu foro privilegiado o mantem a disposição do Supremo, sim, mas como o mesmo já deu aos comparsas a prerrogativa de liberdade então o que esperar? Sinceridade? Provavelmente irá do mesmo modo prescrever.

Prescrições, no nosso país parecem muito mais que acidentais. Se dão um sem número de vezes por omissão, e isso para dize o mínimo, do nosso sistema judiciário, pois é óbvio que tais decisões não partem dele. São tomados deliberadamente, vindos de gigantescos acordos políticos e em uma escala que é praticamente industrial. Óbvio, não são todos favorecidos.