Ler

Gosta de aprender coisas novas? De descobrir tesouros? Eu também, todos nós quiçá. Como humanos temos ambições e sonhos únicos, produto de nossa vontade e nossos ideais. Embora todos tenhamos diferentes planos, há um ponto comum entre nós: Definitivamente, queremos realizá-los.

Como disse Joseph Addíson, temos que aproveitar cada chance de concretar nossos pensamentos, portanto pensemos grande. Não percamos nem um minuto do nosso escasso tempo e comecemos a potencializar o mármore que é a vida esculpindo-a para uma autentica existência, daí a educação.

Os livros são uma ótima base para a riqueza intelectual, ao construir relações humanas, desenvolver habilidades comunicativas, técnicas ou artísticas. Desde romances, teses universitárias, tratados sobre saúde, literatura infanto-juvenil etc, dedicados a fazer da vida uma obra.

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“Desligue a TV e vá ler um livro” – Hum… não, melhor não.

Tecnicamente hoje em dia a cultura não está mais ‘logo alí’, bem ‘a mão’, como costuma se dizer, como era em um passado bem recente. Atualmente nascemos, crescemos e vivemos envolvidos por cultura, e de maneira massiva, fundamentalmente graças a globalização, e (é claro), a internet.

Há um erro que vem se difundindo, e apesar de novo o problema é deveras antigo. Sempre que passamos por percalços, em maior ou menor escala, surge um salvador, a população almeja e clama por um. O que vemos hoje é uma massa ignorante que clama por uma ‘retomada’ do conhecimento.

Ler, e unicamente ler, não dá acesso ao saber, não essencialmente. Assim como ver TV, ir ao cinema ou jogar vídeo game, existe aqui um filtro, o truque é saber quando e como usa-lo. Em suma, não desligue sua TV, rádio, internet, etc, abrace a pluralidade e absorva só o que estiver a contento.

Uma almofada, meias e a arte de se contar histórias

Assim como todos os grandes truques de mágica, todas (sem exagero, TODAS mesmo!), as grandes histórias já foram contadas. Vai por mim, mera tensão sexual seguida de um, ou de vários, ‘plot twist’, seja entre garotos vampiro ou masoquistas de meia idade, não é um enredo dos mais originais.
Lá se foram milhares e milhares de anos de evolução da arte de se escrever uma história, sem mencionar, logicamente, a quantas anda a prática de inventar, reinventar e contar as mesmas histórias oralmente (colocamos nossos filhos na cama assim até hoje, lembra?), infinitamente mais ancestral.
O truque não está em contar uma nova história, original. Da mesma maneira que acontece com outros ascendentes mercados (como os ‘gadgets’, só para citar um exemplo), a saída para todo bom autor está em criar, mais precisamente em reinventar, uma necessidade e depois ele próprio atende-la.
Escrever um bom conto se faz que ‘costurando’ pedaços de outros, como uma boa almofada de retalhos. Temos uma cobertura resistente, ainda que velha, e um enchimento macio, ainda que gasto. É prático, barato, inteligente, ainda mais por lembrar as meias que ganhou e nunca usou, literalmente.

Os novos deuses: O dueto ‘livro-leitor’ (Parte 2)

Leia também: Os novos deuses: O dueto ‘livro-leitor’ (Parte 1).

Entendo a leitura como uma forma de estimular percepções, ideais, com suas vantagens e desvantagens em relação às demais, mas em plena era da informação, é um erro pensar que o inteligente e sagaz é única e exclusivamente aquele que lê.

Nosso mundo molda novos e melhores intelectuais. São homens e mulheres que não só bebem em fontes enormemente mais abundantes e acessíveis, contudo também vívidas, dentro das quais inevitavelmente hoje todos nós nascemos e vivemos.

É dito que nos tornamos acomodados, talvez. Mas não estão muitas respostas bem aí na sua mão? Não se esqueçam como é plástica a mente. Antes dos apedeutas haviam os predadores, e ‘emburrecer’ graças ao Google, sinto, é outro mito aparente.

Os novos deuses: O dueto ‘livro-leitor’ (Parte 1)

Leia também: Os novos deuses: O dueto ‘livro-leitor’ (Parte 2).

A identificação dos livros como definidores de caráter é aparentemente um mito, ponto. Após atirarem cada qual suas pedras, vamos ao fato: Um livro nos nossos dias é (antes mesmo de ser acesso a informação) mero meio de entretenimento.

A exemplo do que acontece com o cinema ‘blockbuster’, a música popular, talvez (e mais recentemente) com os games, modernas publicações ‘embebem-se’ em sua imensa maioria no conceito de satisfação imediata, quiçá o propiciando uma recompensa.

Os novos leitores estão mais arraigados em amontoar pilhas e pilhas de novas leituras, trocando micro ‘spoilers’ entre si em seus bobos clubes de leitura, que no conteúdo propriamente dito que absorveram no fim de semana em seus continhos seriados.