Contra Thomas Hobbs – Ou porque trocar a liberdade pela simples sensação de segurança é estar preso de antemão a própria ignorância

Thomas Hobbs tem um trabalho indiscutivelmente rico, reconheço, mas não compactuo com sua ideia do “Estado Natural do Ser”. No qual o filosofo aponta que existe o cerne na natureza do homem, a maldade(!).

Sendo, segundo o autor, meramente o medo uns dos outros advindo do contato, da proximidade em que vivemos, o que nos leva a abir mão de coisas como nossas liberdades individuais em troca de proteção.

De fato, o medo é poderoso, deveras. Mas biologicamente este é então somente uma ferramenta, um mecanismo de defesa, derivado de nossa própria evolução. E sociais que somos isso se estende a tudo que nos cerca.

Assim, é compreensível que por garantia da seguridade costumamos fazer essa escolha. Em contrapartida a evolução nos deu meios para nos desvencilhar da natureza, a ponto de ter o medo como um aliado ao invés.

Bem e mal são geralmente relativos. Buscamos sobreviver apenas e a vida, em seu sentido tão romantizado, se sintetiza na fuga das dores e na busca pelo prazer, que advêm de fatores diversos também por sua vez.

O tema da “total liberdade” já foi explorada até pela cultura pop. Em filmes como Uma Noite de Crime tudo é falível no cerne. O próprio filme mostra, ainda que pobremente, que não há patamar de igualdade.

Tudo não passaria de um safári para elites, limpeza social. Econômica e politicamente falando a coisa também não se sustenta. Quem impediria que esse “Carnaval” não fosse além da Quarta-Feira de Cinzas?

Crianças: Amigos, família ou só mascotes?

Não entendo exatamente o motivo de muitas pessoas que conheço dizerem que ter filhos é um tipo de realização pessoal também serem as mesmas que acabam por reclamar deveras saudosos de quando estes ainda eram pequenos.

Sou levado a crer que estes tinham seus círculos de amigos e colegas definido, escolhido de acordo com certos padrões. E um filho, outrora um mero “pet”, ao crescer meio que representa uma amizade forçada, e por vezes aquém destes.

Não é raro ver muitos destes apontando para quem tem bebês para dizer que devem aproveitar este momento, e que em breve tudo se torna difícil, chega ao insuportável. Estranho, pois comigo foi, e vem sendo, exatamente o contrário.

Meu filho é e sempre será meu único e verdadeiro amigo! Tudo isso porque o aceito e o entendo enquanto ser humano, sendo este único e independente, em caráter, em filosofia de vida, interesses, em tudo aquilo que concerne a outrem.

Eu não via a hora do meu filho poder me dizer o que sentia, lamentava por não poder conversar sobre o que cada um andava lendo ou assistido. Hoje, com ele mais crescido, estou contando os dias para podermos ir a um bar de striptease.

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Ensino Religioso Confessional: O que realmente assusta no cristianismo?

Muitos vem me indagando o porque do ensino religioso confessional tanto me incomodar. Mesmo não entre ateus ou agnósticos muitos são os que vêm tal mudança um retrocesso. E tudo isso devido as mentes cristãs por trás de tudo isso. Dizem eles: “Mas o que é tão assustador no cristianismo?”

Sabem o que é assustador? Não é perceber que quando era cristão eu ter sido muito melhor religioso que a maioria: fervoroso, penitente, caridoso, honesto, seguidor e guardador dos mandamentos, mesmo os mais rígidos, e não na medida do possível, contudo com o sacrifício que requer a fé.

É inquietante observar, contrariando todo prognóstico de amigos e parentes, que agora eu sendo um ateu agnóstico, e ainda um daqueles militantes chatos, continuo melhor ser humano que todo cristão que conheço, (sim sem exceções!), quiçá que eu mesmo quando então em meio a eles.