Novos e velhos tempos – O início da secularização

Percebo ultimamente um grande movimento por parte dos religiosos em manifestar em desespero posições, favoráveis a sensos que remetem a Idade das Trevas, coisa que há pouco tempo não víamos.

Temos desde bancadas religiosas perseguindo minorias até extremistas promovendo terrorismo. Vemos um sem número de outros vieses de pensamento derivados diretamente de povos primitivos.

Essas opiniões já existiam, claro, mas não se expressavam de forma tão incisiva, isso nos passa a impressão de que algo os incomoda, e profundamente, como se estivessem a perder sua orientação.

Em quase todo o mundo é imenso o número de igrejas que fecham as portas, única e exclusivamente pela escassez de membros, o que se evidencia ainda mais nas novas gerações. A religião nunca foi tão antiquada.

Muito dessas correntes deriva de se promover avanços tecnológicos destinados a melhorias na qualidade de vida e educação das massas. A conta é óbvia: Menos ignorância, menos religiões.

O fato é que, diferente do esperavam, o mundo a sua volta não está ruindo. Temos menos desgraças que nunca, até desastres naturais são amenizados graças a nossa inventividade. E isso os perturba.

Sinceramente acho insustentável essa fase de trevas, essa ‘Caverna de Platão’ que vivemos. A contento fica o fato de que em muitos países secularizados de verdade esse foi meio que seu suspiro derradeiro.

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Os novos deuses: O dueto ‘livro-leitor’ (Parte 2)

Leia também: Os novos deuses: O dueto ‘livro-leitor’ (Parte 1).

Entendo a leitura como uma forma de estimular percepções, ideais, com suas vantagens e desvantagens em relação às demais, mas em plena era da informação, é um erro pensar que o inteligente e sagaz é única e exclusivamente aquele que lê.

Nosso mundo molda novos e melhores intelectuais. São homens e mulheres que não só bebem em fontes enormemente mais abundantes e acessíveis, contudo também vívidas, dentro das quais inevitavelmente hoje todos nós nascemos e vivemos.

É dito que nos tornamos acomodados, talvez. Mas não estão muitas respostas bem aí na sua mão? Não se esqueçam como é plástica a mente. Antes dos apedeutas haviam os predadores, e ‘emburrecer’ graças ao Google, sinto, é outro mito aparente.

O monstro da redação – Como evitar quebrar a cabeça e perder horas de sono com um simples texto

Muitos são os que se desesperam ao se preparar para exames condicionados como os do ENEM, vestibular, etc. Na maioria dos casos não há quaisquer segredos, bastando então somente seguir a receitinha de bolo que os próprios professores (principalmente aqueles dos cursinhos) ensinam e pronto, nota máxima, (bom, quase isso!).

O ‘bicho papão’ para muitos neste testes (e em mais casos do que se pode pensar), contudo não está nos complexos cálculos da aritmética, ou na abundante rede de datas e nomes da história, o ‘dementador’, o queimador de pestanas da vez, é a redação, sim a criação de umas meras linhas de conteúdos semi autorais e quase didáticos.

Geralmente tudo consiste, com com clareza e boa observância da norma, criar uma dissertação concisa, o que quer dizer que você não pode ter uma enciclopédia em mente; sem erros gramaticais, ao menos não os mais grosseiros, como os típicos vícios; e com boa ortografia (e sim, infelizmente parte disso inclui uma boa caligrafia).

Há no topo um cabeçalho, no qual se faz uma síntese, um apanhado em linhas gerais do assunto; um corpo de texto com alguns parágrafos, onde se explana a síntese acima; e por fim um desfecho, que pode tanto vir com uma conclusão, pós escrito, novas questões, etc, a cerca da construção; nessa professores divergem.

Resumindo, nada que um mero ‘twitteiro’, ou blogueiro de fim de semana (meu caso), não viciado no famigerado ‘miguxês internético’ (de novo, meu caso), e que sempre precisa de uns cinco ou seis posts para expor uma ideia (não, dessa vez não é meu caso) não possa escrever. A propósito, 140 caracteres não bastam!

Os novos deuses: O dueto ‘livro-leitor’ (Parte 1)

Leia também: Os novos deuses: O dueto ‘livro-leitor’ (Parte 2).

A identificação dos livros como definidores de caráter é aparentemente um mito, ponto. Após atirarem cada qual suas pedras, vamos ao fato: Um livro nos nossos dias é (antes mesmo de ser acesso a informação) mero meio de entretenimento.

A exemplo do que acontece com o cinema ‘blockbuster’, a música popular, talvez (e mais recentemente) com os games, modernas publicações ‘embebem-se’ em sua imensa maioria no conceito de satisfação imediata, quiçá o propiciando uma recompensa.

Os novos leitores estão mais arraigados em amontoar pilhas e pilhas de novas leituras, trocando micro ‘spoilers’ entre si em seus bobos clubes de leitura, que no conteúdo propriamente dito que absorveram no fim de semana em seus continhos seriados.

Educação – Fé no futuro (Parte 2)

Leia também: Educação – Fé no futuro (Parte 1).

Um simples casebre de madeira e telhado de palha fundado sobre a areia está sempre afundando, instável. Enquanto que uma portentosa fortaleza de pedra, com largas muralhas, posta sobre um alicerce também de pedra, custa ruir, se ruir. E o mesmo se aplica, e infelizmente, a toda nossa situação sócio-política.

Educação é sim a resposta para muitos, senão para todos os dilemas sociais atuais, desde a melhoria do IDH até a estabilidade econômica,  passando pela concretização do fim dos preconceitos. Entretanto ignorância e alienação são ótimas ferramentas políticas, isso parece irreversivelmente cíclico.

Queria ainda ter ‘fé no futuro’. É inviável saber que para uma mudança cultural profunda na massa é preciso um investimento massivo em educação, contudo ao fazê-lo os políticos atuais ‘matariam’ suas chances de reeleição, teriam que se reciclar, então porque mexer em ‘time que está ganhando’, não é?

Com esses paradigma em mente me pergunto, se países desenvolvidos como esses devem suas bases políticas e sociais a sua herança cultural ou ao um intenso processo de investimentos na área. Sinceramente, não sei. Entretanto historicamente é notório que mudanças vem acompanhadas de revoluções.

Doutrinação – A covarde coerção de menores na indústria do medo e das falsas expectativas!

Sou terminantemente contra a doutrinação de crianças. Levar crianças a cultos e afins é algo tão translocado que até os religiosos sabem disso. Geralmente há áreas de recreação com outras atividades, separadas das reuniões, voltadas para elas. Rapidamente se associa diversão com ir igreja.

Daí a começar a imitar gestos de seus pais seguindo os ritos, recebendo todo o pacote de crenças infundadas e medos irracionais, que acarretam nos mais temíveis preconceitos e intolerância, que fizeram e fazem inexoravelmente parte do processo de doutrinação é “do dia para a noite”!

Vejo a doutrinação de crianças (mesmo das maiores, como pré-adolescentes), como qualquer outro tipo de abuso psíquico, o que envolve desde induzir o consumo de entorpecentes, prostituição ou práticas criminosas. A chamada “educação religiosa” não é outra coisa a não ser a covarde coerção de inocentes.

Claro o estado poderia imprimir restrições a isso, como faz com o consumo de álcool ou cigarros, entretanto se ausenta da discussão. É deveras interessante notar como erguem aos brados a constituição para mostrar como este não pode se embaraçar com suas práticas, mas unicamente quando convém!