Precisamos aprender a amar… Só que de verdade!

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Os novos deuses: O dueto ‘livro-leitor’ (Parte 2)

Leia também: Os novos deuses: O dueto ‘livro-leitor’ (Parte 1).

Entendo a leitura como uma forma de estimular percepções, ideais, com suas vantagens e desvantagens em relação às demais, mas em plena era da informação, é um erro pensar que o inteligente e sagaz é única e exclusivamente aquele que lê.

Nosso mundo molda novos e melhores intelectuais. São homens e mulheres que não só bebem em fontes enormemente mais abundantes e acessíveis, contudo também vívidas, dentro das quais inevitavelmente hoje todos nós nascemos e vivemos.

É dito que nos tornamos acomodados, talvez. Mas não estão muitas respostas bem aí na sua mão? Não se esqueçam como é plástica a mente. Antes dos apedeutas haviam os predadores, e ‘emburrecer’ graças ao Google, sinto, é outro mito aparente.

Os novos deuses: O dueto ‘livro-leitor’ (Parte 1)

Leia também: Os novos deuses: O dueto ‘livro-leitor’ (Parte 2).

A identificação dos livros como definidores de caráter é aparentemente um mito, ponto. Após atirarem cada qual suas pedras, vamos ao fato: Um livro nos nossos dias é (antes mesmo de ser acesso a informação) mero meio de entretenimento.

A exemplo do que acontece com o cinema ‘blockbuster’, a música popular, talvez (e mais recentemente) com os games, modernas publicações ‘embebem-se’ em sua imensa maioria no conceito de satisfação imediata, quiçá o propiciando uma recompensa.

Os novos leitores estão mais arraigados em amontoar pilhas e pilhas de novas leituras, trocando micro ‘spoilers’ entre si em seus bobos clubes de leitura, que no conteúdo propriamente dito que absorveram no fim de semana em seus continhos seriados.

O direito de amar

Tais perguntas são comuns de ouvir: “Se a homossexualidade tem que ser aceita na sociedade por ser parte da natureza, tanto que existe o comportamento mesmo entre animais, dessa maneira por que crimes como “a pedofilia ou a antropofagia”, são considerados também? Não são todos estes distúrbios de conduta e postura naturais aos seres humanos?”.

O que geralmente se justifica assim: “Assim como ninguém traz de berço o desvio de sua sexualidade, já que foram criados macho e fêmea. Ninguém também sente naturalmente apresso por ter relações sexuais com crianças, abusando de sua inocência, ou de se alimentar da carne de seus próprios semelhantes, por vezes assassinando suas vítimas no processo!”

Aqui tem um erro crasso, de raso uso do raciocínio! Primeiro que não existe um consenso sobre o que é a homossexualidade, ou como esta se desenvolve. Muito embora recentes pesquisas apontem que a bagagem genética do individuo tem nitidamente um enorme parcela de contribuição, vide as coincidências existentes em gêmeos monozigóticos.

Não obstante, se a homossexualidade é parte da natureza ou não, sendo “de berço” ou não, isso é irrelevante! Homossexualidade (posicionamento) ou homossexualismo (comportamento), não são crimes porque não agridem, física ou intelectualmente qualquer indivíduo, isso ao contrário do que muitos de nós queríamos que fosse, é um FATO, e inexoravelmente!

Igualar a simples prática, mesmo o desejo sexual, seja este heterossexual ou não, entre dois ou mais indivíduos, sendo estes condescendentes dos atos e ainda por cima emancipados, é um equívoco tremendo, no mínimo um ode ao conservadorismo, uma trava que os mecanismos sociais e religiosos, sustentam como um derradeiro suspiro de seu antigo poder.

A fé nos une?

As religiões se apossaram dos valores éticos da sociedade, de modo que para seus fieis é algo impensável sequer cogitar qualquer outro pacote de preceitos que não os que sua crença pessoalmente apoia. E como todo mundo já sabe, as religiões mais institucionalizadas são como Clubes Privé, tendo todo um conjunto de normas, sempre com uma ou outra que em qualquer outro lugar pareceriam estranhas, até vexatórias.

O cristianismo tem os seus próprios, o que inclui, além da típica soberba de se afirmar como a única fé verdadeira, do único deus verdadeiro, em detrimentos das milhares de outras religiões do mundo (ativas ou não), críticas sociais incisivas a práticas homo-afetivas, segregação racial (isso em um passado bem recente), e toda uma sorte dos mais hediondos preconceitos, impensáveis em um bom convívio social.

Isso é parte da doutrina ensinada as crianças – é “bíblico”, dizem, é a vontade irrevogável de seu deus. Comigo não foi diferente, desde cedo recebi minha cota desses preconceitos. E enquanto não me despi de todo o acervo de mitos de meu pacote cristão, em que fui inserido por meus pais, não consegui questionar o porque de tudo daquilo. Religiões realmente unem as pessoas… umas contra as outras. Mas que ironia!