Fé cega

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Improvável onipresença

Onipresença é uma capacidade geralmente atribuída a uma divindade que lhe permite estar em todos os lugares ao mesmo tempo, resumindo: Onipresença concede a aptidão de estar em todo o tempo em toda e qualquer parte.

Não quero entrar no demérito de discutir engodos pseudocientíficos aqui, enveredar naquele discurso de que existem outros planos de existência. Não, eu não gosto de pensar que há fantasmas me vendo ir ao banheiro(!).

Agora empregando um pouco de bom senso: Um detalhe perturbador a respeito da onipresença, é que se Deus está, por assim dizer, em toda parte do espaço, fisicamente falando, também tem que estar em toda parte do tempo.

O problema existe pois tempo e espaço, aparentemente são a mesma coisa, e (o pior) nem sempre existiram. “Onde e quando” estava Deus antes da expansão que iria originar o espaço-tempo, (deu ao universo esta condição)?

A prece – Uma incongruência

O ato de rezar é descrito por muitos cristãos como uma maneira de qualquer um (isso mesmo, qualquer um!) manter uma conexão direta com o divino, para, desse modo, ter com ele um vinculo.

Métodos ‘transcendentais’ de comunicação não são uma novidade, nem uma exclusivos da cristandade. Eles estão no cerne religioso desde sempre, indo de metódicos mantras a cáusticas danças.

Todavia, sempre é imperativo o ritualístico. Danças, cantos, ou o que quer que venha a ser, se não esse contexto, costuma ser visto como ‘mundanos’, muitas vezes são até vistos como heréticos.

Os cristãos condenam atos ancestrais de conexão com o divino, como o holocausto. Embora, não existam evidências que (como judeus que eram) nunca o tenham praticado em seu passado.

Orar, constitui, como descrevem, em um ato de em contrição, conversar (sim, conversar!) com Deus. Expressando assim tristezas e alegrias, ‘dando graças’, e também exigindo outras.

Eis de todas a maior discrepância. Como e porque render graças, e pior, rogar por mais bênçãos, se como bem apontam, tudo está determinado? Isso é minimamente[!] sem qualquer sentido.

Se o seu deus, além de suas atribuições normais de ser eterno, a despeito de outros deuses do passado, é um ente benévolo, poderoso e senciente de tudo, porque precisaria de orações?

A menos que levemos em conta algo (que nem nos seus piores pesadelos queiram cogitar), algo que os assombra sempre: a hipótese de seu deus não existir, ou… ser um ente maligno[!]

Eu quero acreditar! (Parte 2)

Leia também: Eu quero acreditar! (Parte 1).

Claro que fé pode significar um cem número de outras coisas, o que me refiro aqui é a fé no sentido religioso, místico, espiritual da coisa. São dois caminhos contrários, na fé religiosa a crença se sustenta na fé, na fé empregada no jargão popular há pistas que nos empurram para, aí sim, poder acreditar.

Religiosos fundamentalistas, apelam para a ignorância e se agarram ferozmente ao significado que as convêm, já pessoas mais esclarecidas tentam racionalizar suas crenças e atribuem esse significado (expectativa) a sua fé, por pura ilusão, já que como disse, não há evidências que as deem suporte.

Em ambos os casos, se por desonestidade intelectual (de propósito) ou desinformação (sem querer), estão sendo puramente ingênuas. Muitas são as pessoas que expurgam de seu meio quaisquer coisas capazes de contrapor sua fé, apontando que sua crença se sustenta somente nisso, ‘querer acreditar’.

Eu quero acreditar! (Parte 1)

Leia também: Eu quero acreditar! (Parte 2).

É comum ver religiosos arraigados atribuindo a sua fé características que esta não tem. A mais prosaica é dar a essa o porte de uma virtude, quando na verdade fé, a meu ver, é um ‘pecado’! É bastante fácil se confundir fé (uma atitude irracional) com expectativa  (minimamente plausível).

Muito embora essas ideias sejam totalmente antagônicas. Fé é irracional porque se baseia em alimentar convicções sem qualquer embasamento, enquanto que ter expectativas é fomentar certa esperança, entretanto, tendo evidências que suportem ou ao menos deem a entender que isso é possível.

Exemplo: se você estudou para prova dias e noites a fio, você espera, tem esperança, uma expectativa, de uma boa nota, se não estudou como se deve, foi displicente nas aulas, e ainda assim espera uma boa nota, você está alimentando uma falsa expectativa, você está meramente tendo fé.