Crianças: Amigos, família ou só mascotes?

Não entendo exatamente o motivo de muitas pessoas que conheço dizerem que ter filhos é um tipo de realização pessoal também serem as mesmas que acabam por reclamar deveras saudosos de quando estes ainda eram pequenos.

Sou levado a crer que estes tinham seus círculos de amigos e colegas definido, escolhido de acordo com certos padrões. E um filho, outrora um mero “pet”, ao crescer meio que representa uma amizade forçada, e por vezes aquém destes.

Não é raro ver muitos destes apontando para quem tem bebês para dizer que devem aproveitar este momento, e que em breve tudo se torna difícil, chega ao insuportável. Estranho, pois comigo foi, e vem sendo, exatamente o contrário.

Meu filho é e sempre será meu único e verdadeiro amigo! Tudo isso porque o aceito e o entendo enquanto ser humano, sendo este único e independente, em caráter, em filosofia de vida, interesses, em tudo aquilo que concerne a outrem.

Eu não via a hora do meu filho poder me dizer o que sentia, lamentava por não poder conversar sobre o que cada um andava lendo ou assistido. Hoje, com ele mais crescido, estou contando os dias para podermos ir a um bar de striptease.

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Ateus versus agnósticos. Ou: Como não passar vergonha apontando divergências onde estas definitivamente não existem.

Diante de uma crescente onda de desinformação que vejo, só esclarecendo, atualmente os termos:  agnosticismo e gnosticismo são contrários e dizem respeito a saber sim ou não algo, independente do que seja. Do mesmo modo, Ateísmo e teísmo também só que dizem respeito a crença ou não em deuses, e SOMENTE em deuses. Ou seja, uma coisa não é contrariada pela outra.

Dessa maneira é perfeitamente possível si dizer, por exemplo, um ateu agnóstico, que não acredita em deuses mas não descarta a possibilidade, ou um teísta gnóstico, que acredita irrevogavelmente em deuses. Em suma: ser agnóstico no que diz respeito a deuses não descarta uma postura ateísta ou mesmo teísta. Distorcer a terminologia sim é deveras contraproducente!

La Bête: Arte, nudez, e a “irresponsabilidade” de pais e organizadores.

A intensa, e por vezes calorosa discussão, a cerca de polêmicas geradas em torno da arte, como a performance de La Bête, no Museu de Arte Moderna em São Paulo (MAM), só para citar uma recente, contudo não isolada, situação, não é, infelizmente, sequer uma novidade.

A arte parte de uma mera manifestação humana a qual se baseia em provocar, despertar, em suma trazer a tona nossos sentimentos, por vezes os mais recônditos, bons, como risos, lembranças saudosas, ou ruins, como o preconceito, o incômodo ou a mesmo irá.

Mas uma monstra como a citada estaria errada em ter um artista desnudo sendo tocado por crianças? Não. A arte tem exatamente essa função. Havendo uma advertência quanto ao conteúdo, como nesse caso da interpretação de Lygia Clark, não há em tese um problema.

Mas então estariam errados os pais? Depende. Se a educação que seus pais dão a criança abarca isso, e desde que a acompanhe tudo bem. Se não, um pai não deveria expor os filhos a nada desse gênero, incluindo de novelas a anúncios, que poderiam ter esse mesmíssimo viés.

Óbvio que com base no que dizem os estatutos, nada progressista aqui, todos estão passíveis a uma ação, vide a interpretação. O que em um país onde na mesma semana um pastor é detido por pedofilia passa desapercebido da mídia e redes sociais, é mais do que esperado.