A Bíblia e o formato da Terra: Os teóricos da conspiração estão certos!

Se agarrar com unhas e dentes a religião e diversos de seus elementos em detrimento do que apontam as evidências é de uso comum de quaisquer fundamentalistas. Pudera, o método é deveras cômodo, de grande alcance e fácil aceitação pela maior parte da audiência.

Os chamados “Terraplanistas” atuais (nada mais que adeptos de uma teoria da conspiração que apesar de eventualmente estar em voga, é tão antiga quanto a própria ignorância) fazem uso de vários expedientes desse tipo, tais como valer-se de passagens como Isaías 40:22.

Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; ele é o que estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar.

Cabe aqui ressaltar que a Bíblia, segundo os próprios religiosos, não tem como proposta atuar como um ensaio acadêmico de astronomia. Além do que existem várias traduções para o termo usado nessa passagem: Chuwg, mas todas dão ideia de círculo, duas dimensões.

O termo normalmente lido como “esfera” é Duwr que quer dizer, em hebraico, exatamente isso, “bola”. Por coincidência essa palavra é usada também em Isaías (22:18), sob outro contexto. Em suma, segundo o autor, nosso mundo teria exatamente aquele formato: um plano(!).

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“Aborto é crime!” Uma obviedade?

Devemos continuar colocando jovens mulheres atrás das grades devido estas terem interrompido prematuramente uma gravidez? Ou será que proibimos complemente os abortos, e independentemente das circunstâncias, e constituímos a obrigatoriedade de outras pessoas, mesmo solteiras, de adotarem o sem número de crianças abandonadas resultantes, em decorrência da proibição? Não parece mais tão óbvio assim, não?

O problema é tão antigo quanto a discussão, e desde que foi dada a propriedade a qualquer indivíduo da sociedade opinar a cerca disso multiplicam-se os dilemas. Pois é o problema nítido que não está nas pessoas, muitas não tinham más intenções, há as que foram estupradas, as coagidas ou enganadas. E mesmo assim, será que podemos cobrar qualquer responsabilidade de quem só cometeu um erro? Não parece minimamente justo!

As soluções preventivas apresentadas também não parecem passar em qualquer bom crivo analítico. Tecnicamente as tais “pílulas do dia seguinte” são também métodos abortivos, tanto que países mais conservadores também as proíbem. E só para lembrar métodos contraceptivos são quase sempre invasivos para a saúde o que a meu ver envolve tanto trauma quanto, se não mais, isso quando não são demasiadamente caros.

Um raciocínio simples encerra minhas opiniões sobre o assunto: Eu sei dirigir, tenho curso de direção defensiva um veículo equipado com todos os acessórios de segurança e tudo o mais, entretanto ainda estou sujeito a acidentes, nesses casos não devo receber socorro? Pior, se um garoto aos quinze anos bater o carro do seu pai, temos apenas um acidente ou carência de responsabilidade de seu pais, dele mesmo, das autoridades ou de todos?

Bom, o que ocorre não é segredo: Somos socorridos, recebemos seguro, e quiçá um amparo  psicológico, na maioria dos casos sem custos particulares. Está vendo, são indissociáveis. Todos cometem erros e tais erros são passíveis de auxílio, não uma punição. Ou nos privamos de termos um carros e amarramos nossos jovens que não roubem o carro do pai, ou damos o devido auxílio e orientação no caso de acontecerem tais acidentes.

Sou a favor de que as mulheres sejam “senhoras de suas próprias vidas e de seus corpos”, assim como os homens. Se cerceamos sua liberdade, criminalizando o aborto, mesmo em casos não criminalizáveis como estupro, má formação, ou antes do desenvolvimento do SNC (Sistema Nervosos Central), então algo também deveria se exigir dos membros da sociedade, em compensação, como a citada “Adoção Obrigatória”.

Felizmente o desenvolvimento das condições sociais não é baseado no que sentimos, mas no que precisamos para viver uns com outros. Mais dia, menos dia, o aborto vai ser descriminalizado, talvez com permissões que eu não concorde, é inevitável. Assim como votar, trabalhar, ser reconhecida como cidadã, será só mais um passo nos avanços sociais das mulheres, e isso não porque é o melhor, mas o mais coerente e humano.

Pensamento Positivo

Recentemente li um artigo intitulado Optimism and Cardiovascular Health: Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis, que pesquisadores do publicaram na Paris Scholar Publishing Ltd. Bem interessantes, por sinal. Mais interessante ainda foi este ter sido apontado por diversos amigos meus como “Viver Positivamente Traz Mais Benefícios” ou “Prova que Pensamento Positivo Funciona”.

Bom, tecnicamente o artigo descreve na verdade uma certa correção entre saúde cárdio vascular com otimismo. Convenhamos que isso já foi identificado e é estudado há tempos pela Ciência Médica, o famigerado Efeito Placebo. Sim, embora na seja um consenso, isso funciona e muito bem; simplesmente pensar estar bem faz bem a nossa saúde até certo ponto, vide a Homeopatia.

Entretanto infelizmente a afirmação de se “Pensar Positivamente” não faz referência ao Efeito Placebo ou a saúde cardiovascular propriamente ditas, mas no que concerne a nos mantermos ou não em uma postura mais cética, ou de simples negação, este que é logicamente o ponto inicial a cerca de toda e qualquer ideologia, postura basilar sobre toda alegação ou informação.

Sermos capazes de nos prevenir de alimentar ou mesmo sustentar expectativas, para assim diminuirmos o impacto do stress no sistema límbico a que estaríamos nos expondo em caso de adotarmos uma posição contraria, mais esperançosa ou positiva, proporciona é claro menos frustrações, como apontam pesquisadores, e como experimentamos por vez inconsciente.