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‘Todo crente é bobo, todo pastor é ladrão’ – A generalização

Ao elaborarmos uma crítica é extremamente comum usarmos de generalizações, deveras. Fazemos isso com tamanha naturalidade, que por vezes penso se isso não seria, por assim dizer, um mecanismo linguístico. Generalizar pode ser entendido como deduções e inferências baseadas na observação de certas  características, e unicamente correlacionando-as.

A generalização é necessária quando a crítica assim pede. Nem todos os líderes religiosos agem de tamanha ‘má fé’, nem todos os crentes são tão ingênuos, entretanto na imensa na maioria dos casos é uma triste constatação. Tudo isso é obviamente derivado da desastrosa estrutura sócio econômica, assim como educacional, na qual estamos todos nós inseridos, infelizmente.

E acredite, tais estruturas de nosso convívio não são das melhores. Portanto, não cabe dizer que há preconceito ou até discriminação quando se expõe um dado tão verificável e indissociável, os números estão aí. Dizer ‘pastor ladrão’ e ‘crente bobo’ podem sim ser um engano, mas apenas gramatical, pleonasmo.

A palavra de Deus pode ser revogada?

É corriqueiro se ouvir da boca dos crentes devotos do nazareno que este revogou em parte (ou mesmo em todo as antigas escrituras). Dizeres como: “Isso foi para outro povo, outra época!” ou “Essa era a lei judaica, não a lei de Deus!” soa estranho, no entanto bem convincente para quem nunca leu a Bíblia. Afinal, de onde veio a ideia defendida por cristãos no que concerne aos éditos proféticos de divindade?

Contextualmente tudo o que os cristãos pregam (pagamento de dízimos, perseguição a homossexuais, submissão feminina, etc) e também tudo o que descartam (direito a possuir escravos, apedrejamento de adúlteras, educação a base correções violentas, etc), estão datados, fora de contexto, já que todas essas práticas desprezadas ou em voga datam de muito tempo atrás, e são de outro povo, outra cultura.

Ironicamente a própria escritura diz que a palavra de Deus, sua lei, seus mandamentos, são irrevogáveis. Algo bem plausível, em si tratando de um ente apregoadamente eterno e perfeito. Isso é reforçado por Jesus no decorrer dos Evangelhos, canônicos ou não. Todavia, é paulatinamente (sem trocadilhos) ignorado por seus discípulos posteriormente, vide Atos dos Apóstolos e inúmeras dentre as cartas paulinas.

Jesus não se pronunciou contra escravatura ou o apedrejamento de adulteras, por exemplo. Deus permite, não tem voz ativa, quem escolhe são as pessoas segundo os costumes da sua época e ele colaborava nisso. Essa práticas hoje são condenáveis, não porque a Bíblia recebeu correções, adendos, mas porque a sociedade evoluiu. No fim das contas observamos: a palavra não foi revogada, ela nunca foi sequer revelada.

Como era Jesus?

É quase um consenso entre os brasileiros que Jesus era um homem integro, bem apanhado e obstinado. Basta ir a rua e conversar com quaisquer cristãos para se ter toda uma arraigada descrição a cerca de pormenores dentre as mais obscuras do personagem, seus meios político e sociais de convivência, e mesmo de sua própria aparência!

Na verdade o personagem descritos nos evangelhos canônicos (observe que existem muitos detalhes contraditórios apontados nos apócrifos), é tão vago que qualquer atributo pode ser dado a ele sem maiores problemas. A estrutura e a estética da construção de Jesus Nazareno, de seu aspecto a traços intelectuais, lembra (vejam só, “surpresa!”) um mito.

Do mesmo modo que não posso saber com certeza se Hércules tinha ou não barba, ou se Mitra era ou não articulado na fala, nos vendem, por meio da tradição, um Cristo cheio de detalhes que não estão nas escrituras, falo desde a aparência física até a retórica. Quem garante se o personagem não era homossexual, de grande estatura, gago ou até alienígena?

Doutrinação – A covarde coerção de menores na indústria do medo e das falsas expectativas!

Sou terminantemente contra a doutrinação de crianças. Levar crianças a cultos e afins é algo tão translocado que até os religiosos sabem disso. Geralmente há áreas de recreação com outras atividades, separadas das reuniões, voltadas para elas. Rapidamente se associa diversão com ir igreja.

Daí a começar a imitar gestos de seus pais seguindo os ritos, recebendo todo o pacote de crenças infundadas e medos irracionais, que acarretam nos mais temíveis preconceitos e intolerância, que fizeram e fazem inexoravelmente parte do processo de doutrinação é “do dia para a noite”!

Vejo a doutrinação de crianças (mesmo das maiores, como pré-adolescentes), como qualquer outro tipo de abuso psíquico, o que envolve desde induzir o consumo de entorpecentes, prostituição ou práticas criminosas. A chamada “educação religiosa” não é outra coisa a não ser a covarde coerção de inocentes.

Claro o estado poderia imprimir restrições a isso, como faz com o consumo de álcool ou cigarros, entretanto se ausenta da discussão. É deveras interessante notar como erguem aos brados a constituição para mostrar como este não pode se embaraçar com suas práticas, mas unicamente quando convém!