Maria, para que ti quero! (Parte 3)

Leia antes: Maria, para que ti quero! (Parte 1) e Maria, para que ti quero! (Parte 2).

Atualmente o culto a Maria, a mãe de Jesus é um dos mais populares da igreja romana. A “deusa” católica tem inúmeros devotos graças tendenciosa propaganda, milagres reconhecidos, assim como de templos e comemorações a ela dedicados.

Muito embora em nenhum momento as demais vertentes do cristianismo (principalmente dos ramos protestantes) tenha demostrado qualquer interesse em promover quaisquer ritos a personagem, se embasando (obviamente) nas escrituras.

Com razão. A personagem Maria, não é bem descrita nos canônicos, exceto nos textos atribuídos a Lucas. Os evangelhos não são concordantes a repeito de sua gestação, ascensão ou aptidões. Já sobre ter se mantido virgem até a morte, nada consta.

Cabo de guerra – Fiéis versus fé!

 Você já se pegou pensando: “Como a religião cria seus ditames e como as sociedades são construídos sobre eles, e em dado momento a própria população que a seguia se volta contra seus dogmas, os esquecendo, e mesmo assim as religiões permanecem vivas e respirando.” (diferente de você depois de ler isso)?

Bom, a coisa toda funciona bem parecido com a política, sendo mais ou menos assim: A religião apresenta seus dogmas, baseados no que suas lideranças acham correto (leia-se conveniente e interessante a eles próprios e a manutenção de seu poder), o povo segue os ditames e a sociedade é construída sobre os tais.

Em dado momento a racionalidade e a conscientização, apontam que um ou outro dogma não tem qualquer coerência (leia-se, está terrivelmente errado), e a população se nega a obedecer. A igreja começa a perder fiéis, descontentes que estão com as continuas reafirmações daquele ditame que é tão “inconveniente”.

Daí, a religião finalmente cede, volta atrás, as vezes até com uma retratação pública. Tais ditames são então alterados (ou mesmo esquecidos). E todos voltam felizes para a fé. Bom, nem todos! Muitos abandonam a fé, outros esmorecem a fé, e outros ainda nos saem com uma fé “nova”. São muitas e muitas “fezes”!

Maria, para que ti quero! (Parte 2)

Leia antes: Maria, para que ti quero! (Parte 1) e Maria, para que ti quero (Parte 3).

Abraçar os ancestrais cultos pagãos a personagem feminina da deusa, presente em inúmeras culturas, parecia a decisão mais sábia. Por meio do sincretismo, essa se achava já inserida na sociedade romana há séculos e tinha inúmeros devotos.

Coube a instituição católica o árduo trabalho de ir aos poucos imbuindo Maria, a mãe de Jesus de certa divindade, mesmo que contrariando as escrituras. Valendo-se de contos populares do período, e de certos éditos papais muito questionáveis.

Maria, para o catolicismo, era quase um “quarto membro da sua trindade”. Segundo seus dogmas, teria se mantido virgem até a morte, nunca teria entrado em pecado e (incrivelmente) ascendido também aos céus… Era como uma divindade completa.

Maria, para que ti quero! (Parte 1)

Leia também: Maria, para que ti quero (Parte 2) e Maria, para que ti quero (Parte 3).

As mulheres são a chave (sócio e politicamente falando), para sobrevivência de várias ideologias, são elas que passam as gerações seguintes seus costumes. E desde os primórdios da civilização, as lideranças religiosas tem conhecimento disso.

Geralmente vemos uma dessas estratégias: “vença-as”, minando sua autoridade e importância (islamismo) ou “junte-se a elas”, cobrindo-as de uma espécie de santidade, que seria “contaminada pela autoridade”, concedida aos homens (cristianismo).

E ao que parece a única coisa na qual a Bíblia não se contradiz de capa a capa, é em sua postura totalmente sexista. Em relação as mulheres, o texto é tão segregador, tão depreciativo, que a cristandade nitidamente precisou pensar em um Plano B.