Quando se está no inferno…

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La Bête: Arte, nudez, e a “irresponsabilidade” de pais e organizadores.

A intensa, e por vezes calorosa discussão, a cerca de polêmicas geradas em torno da arte, como a performance de La Bête, no Museu de Arte Moderna em São Paulo (MAM), só para citar uma recente, contudo não isolada, situação, não é, infelizmente, sequer uma novidade.

A arte parte de uma mera manifestação humana a qual se baseia em provocar, despertar, em suma trazer a tona nossos sentimentos, por vezes os mais recônditos, bons, como risos, lembranças saudosas, ou ruins, como o preconceito, o incômodo ou a mesmo irá.

Mas uma monstra como a citada estaria errada em ter um artista desnudo sendo tocado por crianças? Não. A arte tem exatamente essa função. Havendo uma advertência quanto ao conteúdo, como nesse caso da interpretação de Lygia Clark, não há em tese um problema.

Mas então estariam errados os pais? Depende. Se a educação que seus pais dão a criança abarca isso, e desde que a acompanhe tudo bem. Se não, um pai não deveria expor os filhos a nada desse gênero, incluindo de novelas a anúncios, que poderiam ter esse mesmíssimo viés.

Óbvio que com base no que dizem os estatutos, nada progressista aqui, todos estão passíveis a uma ação, vide a interpretação. O que em um país onde na mesma semana um pastor é detido por pedofilia passa desapercebido da mídia e redes sociais, é mais do que esperado.