Cantada Cientológica

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A rápida condenação do Lula versus prescrições de um sem número de outros crimes de corrupção – Ou, o porquê da obviedade de um julgamento enviesado e uma condenação sob encomenda!

No mesmo dia da condenação do ex presidente José Serra teve todos os inquéritos sobre si arquivados, prescrição foi a justificativa. Este havia recebido, segundo delações, 23 milhões em uma conta em seu nome na Suíça. Ainda segundo delações, do próprio ex presidente da Odebrecht, Serra já teria recebido 52 milhões como propina, desde o ano de 2002(!).

Romero Jucá, foi outro que recentemente teve todas as acusações sobre si arquivadas, mesmo com a famigerada gravação em que este expressa “com o Supremo, com tudo!”. Parece ter costas demasiadamente largas, diga-se de passagem. O juiz Gilmar Mendes deteve os inquéritos até a prescrição, isso passada praticamente uma década empoeirando com o STF.

Geraldo Alckmin teria recebido 10 milhões em “Caixa Dois”, segundo delações da mesma Odebrecht. Com áudio e vídeos veiculados nos noticiários. Seu foro privilegiado o mantem a disposição do Supremo, sim, mas como o mesmo já deu aos comparsas a prerrogativa de liberdade então o que esperar? Sinceridade? Provavelmente irá do mesmo modo prescrever.

Prescrições, no nosso país parecem muito mais que acidentais. Se dão um sem número de vezes por omissão, e isso para dize o mínimo, do nosso sistema judiciário, pois é óbvio que tais decisões não partem dele. São tomados deliberadamente, vindos de gigantescos acordos políticos e em uma escala que é praticamente industrial. Óbvio, não são todos favorecidos.

“Aborto é crime!” Uma obviedade?

Devemos continuar colocando jovens mulheres atrás das grades devido estas terem interrompido prematuramente uma gravidez? Ou será que proibimos complemente os abortos, e independentemente das circunstâncias, e constituímos a obrigatoriedade de outras pessoas, mesmo solteiras, de adotarem o sem número de crianças abandonadas resultantes, em decorrência da proibição? Não parece mais tão óbvio assim, não?

O problema é tão antigo quanto a discussão, e desde que foi dada a propriedade a qualquer indivíduo da sociedade opinar a cerca disso multiplicam-se os dilemas. Pois é o problema nítido que não está nas pessoas, muitas não tinham más intenções, há as que foram estupradas, as coagidas ou enganadas. E mesmo assim, será que podemos cobrar qualquer responsabilidade de quem só cometeu um erro? Não parece minimamente justo!

As soluções preventivas apresentadas também não parecem passar em qualquer bom crivo analítico. Tecnicamente as tais “pílulas do dia seguinte” são também métodos abortivos, tanto que países mais conservadores também as proíbem. E só para lembrar métodos contraceptivos são quase sempre invasivos para a saúde o que a meu ver envolve tanto trauma quanto, se não mais, isso quando não são demasiadamente caros.

Um raciocínio simples encerra minhas opiniões sobre o assunto: Eu sei dirigir, tenho curso de direção defensiva um veículo equipado com todos os acessórios de segurança e tudo o mais, entretanto ainda estou sujeito a acidentes, nesses casos não devo receber socorro? Pior, se um garoto aos quinze anos bater o carro do seu pai, temos apenas um acidente ou carência de responsabilidade de seu pais, dele mesmo, das autoridades ou de todos?

Bom, o que ocorre não é segredo: Somos socorridos, recebemos seguro, e quiçá um amparo  psicológico, na maioria dos casos sem custos particulares. Está vendo, são indissociáveis. Todos cometem erros e tais erros são passíveis de auxílio, não uma punição. Ou nos privamos de termos um carros e amarramos nossos jovens que não roubem o carro do pai, ou damos o devido auxílio e orientação no caso de acontecerem tais acidentes.

Sou a favor de que as mulheres sejam “senhoras de suas próprias vidas e de seus corpos”, assim como os homens. Se cerceamos sua liberdade, criminalizando o aborto, mesmo em casos não criminalizáveis como estupro, má formação, ou antes do desenvolvimento do SNC (Sistema Nervosos Central), então algo também deveria se exigir dos membros da sociedade, em compensação, como a citada “Adoção Obrigatória”.

Felizmente o desenvolvimento das condições sociais não é baseado no que sentimos, mas no que precisamos para viver uns com outros. Mais dia, menos dia, o aborto vai ser descriminalizado, talvez com permissões que eu não concorde, é inevitável. Assim como votar, trabalhar, ser reconhecida como cidadã, será só mais um passo nos avanços sociais das mulheres, e isso não porque é o melhor, mas o mais coerente e humano.

Trump presidente. E agora?

Passada a última eleição, e tendo em vista toda a campanha para presidência nos EUA (a mais bizarra que já pude acompanhar) acho que boa parte dos críticos do ‘maluco do topete’ não temem exatamente pelo que este tem capacidade de realizar, isso de represálias e boicotes, de cunho racista, nacionalista e conservador, até a ousados empreendimentos na construção civil na fronteira. Não, mas pelo que este não pode.

Creio que muitos não tem ideia de quais são as atribuições de um presidente e até onde se estendem seus poderes, que como é sabido dependem de amplo apoio legislativo (como em toda democracia presidencialista). Tendo em vista sua inexperiência, pouca representatividade e postura política figurativas, até caricatas, a meu ver teremos na verdade anos de um executivo vazio, inexpressivo e sem qualquer relevância nos EUA.

Jesus realmente existiu?

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Sim, mas também não. A resolução de um impasse dessas proporções jamais teria uma resposta simples. Lógico, que o homem dotado de dons miraculosos, dito de origem divina, descrito nas escrituras, das Cartas Paulinas aos Atos, é sabidamente contestável, basta aplicar a Navalha de Occam ou apenas o bom senso para discernir que se esse homem existiu então de certo um sem número de outros místicos da época também teriam que ser reais, quanto a personalidade histórica, um homem da Galileia dotado de ideais pouco ortodoxas, revolucionário, e capaz de desestabilizar a ordem, e atrair a ira das autoridades, romanas e judaicas, é bem plausível.

Como o nome Jesus é uma transliteração do nome de um herói judeu ancestral, hoje conhecido graças a narrativa bíblica como Josué, muito popular naquela região, e tendo em vista o quadro de intensas revoluções no período, eventos estes com muito menos controvérsias que a existência do nazareno, e o sem número de “ajustes” documentais (como o que diz respeito do título de nazareno, um tipo unção ritualística, não uma origem) acho mais cabível dizer que não houve um “Jesus”, mas muitos. O que nos restou foi uma coxa de retalhos desses diversos pregadores apocalípticos.