Criacionistas…

Montagem (33)

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“Se Deus não existe…” – Uma ideia sobre ordem e caos

Se Deus não existisse, imperaria um caos ilimitado, o universo em si não existiria, a ordenação da matéria em átomos só pode provir de uma consciência. Temos que reconhecer: A ideia é interessante, tentadora até, mas, perturbadoramente errada!

Nosso universo não é meramente caótico, é muito mais que isso. O caos que o compõe é cheio de ações regulares e espontâneas. Como ‘cordas’, a energia em suas ‘vibrações’, vai originando ‘nós’, convergindo, assim, em partículas mais básicas.

Tudo aquilo que chamamos de matéria, as tais partículas essenciais, interagem umas com as outras, dando contornos aos átomos da matéria mais comum, e ainda assim a mais abundante em todo nosso universo, o átomo de Hidrogênio.

Por meio da gravidade o Hidrogênio vai se condensando, originando as ‘unidades de criação’ de matéria mais comuns do universo, as estrelas. Responsáveis por condensar o Hidrogênio em diversos outros átomos, mais e mais pesados.

Em vários momentos do processo vemos essas tais regularidades. Há instâncias de ordem que emergem, vez ou outra, no caos, espontaneamente. Tais ‘nós’ nas ‘cordas’, são intrínsecos ao nosso universo. O que vemos aqui é um caos ordenado.

Deus ‘escapa’ a Ciência? (Parte 2)

Leia também: Deus ‘escapa’ a Ciência? (Parte 1).

Os elementos que basicamente costumo separar para essa conjectura primariamente são: definição de entidade, de ‘ser’, a base da consciência em si; propósito inerente a uma criação não condicionada, ou ‘gênesis racional’; racionalização de amostragem, ou observação de interferência na ‘fisics’. É muito fácil dizer que: “Deus escapa ao método cientifico”, sem ao menos determinar que tipo de deidade está aí para se debater coerentemente.

Um deus, como o do deísmo, por exemplo, parcialmente me ‘escapa’, pois mesmo determinado como uma entidade consciente, notoriamente não há intervencionismo de sua parte. Muito embora ainda caia na ‘malha’ do método cientifico de avaliação, de sua possível existência, aqui descrito, por sua aparente carência de propósito na sua criação, a menos que este não se importe nem um pouco com logística ou gerência.

Entretanto deuses pessoais, determinados por crenças institucionalizadas ou não, que decorrem de uma extensa gama de derivações sincréticas, estes, assim como toda a mitologia que os cercam caem por terra com um mero vislumbrar das contradições de sua própria construção. Assim, se mora no céu, voa; se ouve preces, então viola o livre arbítrio; se é “Pai”, tem pênis.

Deus ‘escapa’ a Ciência? (Parte 1)

Leia também: Deus ‘escapa’ a Ciência? (Parte 2).

É prosaico ouvir construções filosóficas vãs nesse sentido, a meu ver de uma desonestidade sem tamanho. Pôr em pé de proporção evidência e existência, e pior, sem ao menos previamente determinar o que está sendo posto em estudo e quais características devem ser vistas em pauta, uma a uma, para ai sim, determinar os métodos mais condizentes, é pura ignorância, quiçá, um desserviço da parte de quem pende a hipocrisia.

Como mensurar a perfeição? Há coisas mais ou menos perfeitas por definição? Há graus observáveis para essa comparação? Posso me afirmar como pobre, ganhando dois salários mínimos ou meu amigo que mora na Alemanha pode dizer que é rico porque recebe € 550,00 ao término de cada mês? Claro, existe um grosseiro erro nessas construções: É a comparação sem parâmetros!

Só existe um meio de atribuir adjetivos de comparação, estabelecendo parâmetros, ‘isolando variáveis’, e qualquer semelhança com Ciência não é coincidência. Isolados os elementos de análise, aplicando-se o método e observando seus resultados, posso no mínimo dar graus de seguridade para praticamente toda ideia, mesmo: “Deuses, provavelmente, não existem!”.

Design Inteligente – Demérito da vida e do homem (Parte 2)

Leia também: Design Inteligente – Demérito da vida e do homem (Parte 1).

Uma tolice, hoje vexatoriamente eu admito! O Design Inteligente, uma simples nova roupagem para o Criacionismo e seus mitos vãos da Idade do Bronze, tira todo e qualquer mérito do processo e tenta postular a existência de um “designer criador”, um arquiteto que teria, este sim, todo o mérito e não a própria natureza. Aí é que está, ao me colocar como parte da natureza que nos cerca, e entender o quanto todo um ecossistema é delicadamente integrado, posso me ver como parte do processo, e assim como todo ser vivo hoje, me ver vitorioso, um sobrevivente.

É vasta a literatura que evidencia a teoria evolutiva, e a enorme quantidade de provas que sustentam, maior ainda. É quase uma sandice simplesmente dizer que “não acredita” naquilo que muitos biólogos apontam como o Fato Evolutivo. Criacionistas modernos, meio que cansados de defender ideias risíveis como a coexistência de homens e dinossauros, de uns tempos para cá, tem se dedicado a apontar erros no “evolucionismo”, como procurar por estruturas biológicas complexamente irredutíveis, infrutiferamente, vez após vez sendo ridicularizados.

Pela evolução, a própria humanidade, nossa consciência e costumes são uma herança, um legado herdado das incontáveis gerações de seres vivos que lutaram para sobreviver e persistir, sendo cumulativamente modificados no decorrer do tempo. Se temos menos pelos, olhos na frente da cabeça, andamos eretos, além de óbvios polegares opositores e um córtex cerebral bem desenvolvido para nossas atividades, é porque simplesmente em um ou outro momento evolutivo, isso se tornou decisivo para sobrevivermos. E todas essas mudanças continuam.