Saudações… e um lembrete!

nh-mp1_029918_destripe_large_bright

Anúncios

O constante empobrecimento dos valores sócio culturais – Ou, defenestrando a famigerada “cultura inútil”

Todos tem cultura, ela só é diferente, para cada indivíduo, época e região. Mesmo assim muitos são os que defendem a ideia de que há uma cultura inútil ou inferior. Discordo! Podemos até agrupar essa ou aquela em escalas de relevância ou alcance, mas nunca menor, nunca inválido.

A gente aprende com a idade, que nossa geração é tão rica quanto qualquer outra, e nossos antepassados pensaram a mesmíssima coisa sobre nós, a eterna ideia de que “no meu tempo era melhor!”. As vezes isso se observa também em um grupo. Parte do que se entende por relativismo cultural.

Essa ideia de que a geração seguinte é sempre mais degradante que a anterior vem basicamente de éditos cristãos. Isso porque o rito dos nazarenos era originalmente um culto apocalíptico e eminente. Eles viam um fim progressivo para tudo que era bom, uma constante “perda dos valores”.

Para muita gente mesmo a mais fútil subcultura tem todo um arcabouço de manifestações. Toda geração tem seus baluartes, que mesmo eu ignorava. Pudera, vide o ambiente conservador que cresci. Me agarrava ao édito da constante perda cultural, pois minha época era “a melhor!”

Crianças: Amigos, família ou só mascotes?

Não entendo exatamente o motivo de muitas pessoas que conheço dizerem que ter filhos é um tipo de realização pessoal também serem as mesmas que acabam por reclamar deveras saudosos de quando estes ainda eram pequenos.

Sou levado a crer que estes tinham seus círculos de amigos e colegas definido, escolhido de acordo com certos padrões. E um filho, outrora um mero “pet”, ao crescer meio que representa uma amizade forçada, e por vezes aquém destes.

Não é raro ver muitos destes apontando para quem tem bebês para dizer que devem aproveitar este momento, e que em breve tudo se torna difícil, chega ao insuportável. Estranho, pois comigo foi, e vem sendo, exatamente o contrário.

Meu filho é e sempre será meu único e verdadeiro amigo! Tudo isso porque o aceito e o entendo enquanto ser humano, sendo este único e independente, em caráter, em filosofia de vida, interesses, em tudo aquilo que concerne a outrem.

Eu não via a hora do meu filho poder me dizer o que sentia, lamentava por não poder conversar sobre o que cada um andava lendo ou assistido. Hoje, com ele mais crescido, estou contando os dias para podermos ir a um bar de striptease.

silhouettes-of-parents-and-kids.jpg

Ateus versus agnósticos. Ou: Como não passar vergonha apontando divergências onde estas definitivamente não existem.

Diante de uma crescente onda de desinformação que vejo, só esclarecendo, atualmente os termos:  agnosticismo e gnosticismo são contrários e dizem respeito a saber sim ou não algo, independente do que seja. Do mesmo modo, Ateísmo e teísmo também só que dizem respeito a crença ou não em deuses, e SOMENTE em deuses. Ou seja, uma coisa não é contrariada pela outra.

Dessa maneira é perfeitamente possível si dizer, por exemplo, um ateu agnóstico, que não acredita em deuses mas não descarta a possibilidade, ou um teísta gnóstico, que acredita irrevogavelmente em deuses. Em suma: ser agnóstico no que diz respeito a deuses não descarta uma postura ateísta ou mesmo teísta. Distorcer a terminologia sim é deveras contraproducente!