Louvado seja o “Método”!

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O verdadeiro significado da Páscoa

Muito antes de você ficar pasmo diante do preço dos ovos de chocolate pendurados sobre sua cabeça no supermercado, muito antes dos romanos crucificarem o filho de Deus e este ressuscitar passados três dias, e até mesmo muito antes de toda uma nação de escravos encontrar sua liberdade pelas mãos de um deus assassino, havia o esperado início do equinócio de primavera.

Para nós aqui no hemisfério sul, onde não são perceptíveis a mudança das estações, e mesmo no hemisfério norte, com todas as comodidades que a civilização trouxe, toda a série de drásticas mudanças, desde a temperatura, até a passagem e duração dos dias e noites, passem desapercebidas, mas para os povos antigos o término do inverno e o retorno da primavera era mágico.

Um sem número de animais naquelas regiões simplesmente desaparecem durante o dias de inverno, a vegetação passa por mudanças aterradoras, muitas perdem sua cobertura, os dias são imensamente curtos, e as noite parecem não que vão mais terminar. Era de se esperar que praticamente todo povo tivesse diversos mitos visando dar qualquer sentido a esse período tão sombrio.

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A chegada da primavera, sinalizando o término daqueles dias de terror e escuridão, geralmente era percebida com o ressurgimento de vegetação e o fim da hibernação de inúmeras espécies, como os coelhos. Estes como sabemos tem uma grande capacidade reprodutiva, não era surpresa que do dia para a noite estes cobrissem os campos, sendo associados a renovação da vida.

Era também com a chegada da primavera que as aves outrora apinhadas nos celeiros começam a pôr seus ovos, e ali dentro de poucas semanas destes saiam novas aves magicamente e aos milhares. E para populações que desconhecem os meandros da biologia reprodutiva ver aqueles minúsculos receptáculos como geradores espontâneos de vida, não é exatamente de se estranhar.

Um sem número de povos tinham deuses, (como Isthar dos acádios ou Eostre dos anglo-saxões), e outros seres mitológicos associados a estes eventos. Como explicar a esperança de dias melhores, e a renovação da própria vida de outra maneira que não na vontade caprichosa destes seres poderosos, que, como a própria natureza, ora também morriam para posteriormente ressuscitar?

O conhecimento é pecaminoso?

Todo conteúdo é passível de discussão, uns se se sustentam em bons argumentos, outros não. E estes vem de estudo, conhecimento, e observação. Fui sim, um religioso fervoroso, por anos, ouso dizer que bem melhor que muitos. Deixar de conhecer a mensagem que nosso deus diretamente me enviou, para o cristão que era seria uma sandice(!)

E esse mesmo conhecimento que o crente menospreza levou-nos, como humanidade, a um sem número de avanços, da tecnologia a sociologia. Devemos ser gratos aos homens e mulheres que trabalharam, e trabalham, em função da Ciência. Pratique toda sua ritualística, no entanto saiba que orações, aparentemente são em suma mais que ineficientes.

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Resumindo: Adquirir o conhecimento implica em abandonar a obscuridade, e é desse esclarecimento que vem a verdadeira libertação. O cristão óbvio renega o conhecimento, mesmo o que lhe diz respeito (observe como raros são os que sequer leem a Bíblia). Pudera, por anos, são doutrinados a isso. Suas lideranças sabem do perigo que representa o conhecimento.

Entretanto o saber por si só, representa somente o meio do caminho, há um problema pertinente aqui, e é o uso que se faz dele. De nada vale o conhecimento se não é feito com uso dele, ou não é compartilhado. Pesquise, absorva, mas não esqueça de compartilhar o saber, somente assim estará fazendo bom uso dele, eis o cerne de todo pecado.