Ensino Religioso Confessional: O que realmente assusta no cristianismo?

Muitos vem me indagando o porque do ensino religioso confessional tanto me incomodar. Mesmo não entre ateus ou agnósticos muitos são os que vêm tal mudança um retrocesso. E tudo isso devido as mentes cristãs por trás de tudo isso. Dizem eles: “Mas o que é tão assustador no cristianismo?”

Sabem o que é assustador? Não é perceber que quando era cristão eu ter sido muito melhor religioso que a maioria: fervoroso, penitente, caridoso, honesto, seguidor e guardador dos mandamentos, mesmo os mais rígidos, e não na medida do possível, contudo com o sacrifício que requer a fé.

É inquietante observar, contrariando todo prognóstico de amigos e parentes, que agora eu sendo um ateu agnóstico, e ainda um daqueles militantes chatos, continuo melhor ser humano que todo cristão que conheço, (sim sem exceções!), quiçá que eu mesmo quando então em meio a eles.

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Doutrinação – A covarde coerção de menores na indústria do medo e das falsas expectativas!

Sou terminantemente contra a doutrinação de crianças. Levar crianças a cultos e afins é algo tão translocado que até os religiosos sabem disso. Geralmente há áreas de recreação com outras atividades, separadas das reuniões, voltadas para elas. Rapidamente se associa diversão com ir igreja.

Daí a começar a imitar gestos de seus pais seguindo os ritos, recebendo todo o pacote de crenças infundadas e medos irracionais, que acarretam nos mais temíveis preconceitos e intolerância, que fizeram e fazem inexoravelmente parte do processo de doutrinação é “do dia para a noite”!

Vejo a doutrinação de crianças (mesmo das maiores, como pré-adolescentes), como qualquer outro tipo de abuso psíquico, o que envolve desde induzir o consumo de entorpecentes, prostituição ou práticas criminosas. A chamada “educação religiosa” não é outra coisa a não ser a covarde coerção de inocentes.

Claro o estado poderia imprimir restrições a isso, como faz com o consumo de álcool ou cigarros, entretanto se ausenta da discussão. É deveras interessante notar como erguem aos brados a constituição para mostrar como este não pode se embaraçar com suas práticas, mas unicamente quando convém!

Somos todos crentes?

Venho de uma educação rigidamente católica. Curiosamente de ensino e metodologias nada religiosas, apesar de conservadora. A exceção do Pai Nosso antes da entrada e do crucifixo na diretoria, era um colégio como qualquer outro, mantidas as devidas proporções, obviamente.

Bem diferente do que é hoje em dia visto em escolas de cunho cristão, vide os colégios presbiterianos, adventistas e afins. Onde impera a “lavagem cerebral religiosa” em detrimento do pensamento crítico e científico. Não poderiam manter o dogmático separado do curricular!

Será esse um paradigma decorrente da estagnação social? O que está havendo com o nível da educação? Esse é um reflexo da queda do nível cultural do brasileiro médio? Isso é também derivado do êxodo tremendo que vem sofrendo a fé católica? Eu tenho tantas perguntas… você não?