Sequelas do pensamento religioso

Tenho que reconhecer: Algumas dos mais desprezíveis indivíduos que tive o desprazer de “conhecer” recentemente as encontrei via as campanhas das tarjas de perfil, presentes em redes sociais como o Facebook. Aquelas com dizeres explícitos, do tipo: “Sou Livre Pensador” ou “Deus Não Existe”. Ditas céticas é repugnante ver que muitas não diferem em praticamente nada dos religiosos, e dos mais devotados(!).

Adeptos de teorias da conspiração, tendo pseudo cientistas como gurus alimentares, acreditando em toda sorte de charlatanismo, extremamente falaciosos, fechados a questionamentos ou só a serem razoáveis. Pelo que pude constatar relutantemente, e não de hoje, mas há uns anos, a mente criada e alimentada dentro da religião é mesmo como uma doença que mesmo curada deixa sequelas das mais profundas.

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Ateus versus agnósticos. Ou, Como não passar vergonha apontando divergências onde estas definitivamente não existem.

Diante de uma crescente onda de desinformação que vejo, só esclarecendo, atualmente os termos:  agnosticismo e gnosticismo são contrários e dizem respeito a saber sim ou não algo, independente do que seja. Do mesmo modo, Ateísmo e teísmo também só que dizem respeito a crença ou não em deuses, e SOMENTE em deuses. Ou seja, uma coisa não é contrariada pela outra.

Dessa maneira é perfeitamente possível si dizer, por exemplo, um ateu agnóstico, que não acredita em deuses mas não descarta a possibilidade, ou um teísta gnóstico, que acredita irrevogavelmente em deuses. Em suma: ser agnóstico no que diz respeito a deuses não descarta uma postura ateísta ou mesmo teísta. Distorcer a terminologia sim é deveras contraproducente!

Porque a laicidade é importante?

Recentemente indicado ao STF, em decorrência do desaparentado em um acidente aéreo do então ministro Teori Zavascki, Alexandre Morais, vem causando certa “comoção”, meramente ao se posicionar como entendedor da importância do respeito a Laicidade no país, prevista constitucionalmente. Morais acredita que a expressão religiosa e o “não acreditar” estão no mesmo patamar, cabendo ao nosso Estado respeitar o Ateísmo!

A Laicidade para um país é um dos princípios mais essenciais de um base democrática! Seus princípios demandam a separação entre a soberania do Estado e suas religiões. Países assim não se embaraçam com posicionamentos teísticos ou ateísticos. Partindo desde sua Constituição esse é um Estado que não privilegia quaisquer crenças, não promovendo, mas também não suprimindo a existência e as convenções de quaisquer.

Mas porque isso teria tamanha importância? Bom, suponha que está querendo abrir uma pequena empresa. Sem a regulamentação do mercado por parte do Estado outros empreendimentos de maior porte basicamente o “devorariam”, tomando ou “canibalizando” (sim, economicamente esse é o termo) o seu negócio. Sua empresa provavelmente nunca teria perspectivas muito otimistas de crescimento, quiçá sequer manter uma coexistência.

Assim é no que concerne a Laicidade de um país. Sem esse mecanismo quaisquer outras ideologias, não condizentes com o que previamente determine o Estado seriam suprimidas. Como ocorre em Estados Teocráticos, perseguições de todos os tipos a crenças com pouca representatividade são rotina em nações carentes destes princípios, nas populações ricas, mas particularmente nas que possuem um baixíssimo IDH!

Fanáticos por dar flores

Acho que é praticamente um consenso, e não só entre estudiosos e entusiastas dos ramos antropológicos que praticamente todo escopo de paixão que se incline em direção ao fanatismo que é extremamente danoso até pernicioso.

No que diz respeito a religião, de longe as mais problemáticas dentre todas as ideologias, não é muito diferente: “As religiões em si não trazem mal algum, o que é ruim é fanatismo de certas pessoas!”. Bom, eu sinceramente discordo(!).

Apenas pense um pouco: Se você é um ferrenho defensor de uma ideologia que incita, por exemplo, a dar flores duvido muito que possa causar qualquer tipo de mal… Exceto talvez a floriculturas mal remuneradas ou pessoas alérgicas.

A única maneira conhecida do fanatismo em si ser algo ruim quando associado a uma ideologia dita benévola, ou meramente pacífica, para cometer atrocidades é distorcer a mesma, logicamente a transformando em outra(!).

Tudo está mais relacionado com o que cada ramo ideológico diz ou, em se tratando das religiões, exige dos seguidores. Estão aí Jainistas e Secularistas, (evitando matar até insetos e escrevendo livros), que não me deixam mentir.