Devemos amar nossos imigos?

Em Mateus 5:44, tem-se:

Ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.

Uma óbvia menção de Provérbios 19:11:

Sábio é o homem que consegue controlar seu gênio, e sua grandeza está em ser generoso e perdoador com quem o ofende!

Essa parte dito “Novo Mandamento”, convenientemente escanteado,  não tem sequer bases no bom senso. Não seria estranho é nunca ver mesmo cristãos perdoando aqueles que os acometem com pesares ou simplesmente os perdoando?

Fato: Os evangelhos canônicos não se amparam em uma ideia de moralidade própria, quando muito apenas citam termos comuns praticamente advindos dos convívios e acordos sociais humanos, isso quando não são totais perversões.

É comum ouvir dizerem que: “Amar tem a ver com respeito, não com compassividade”. Dando a ideia contorno de “respeitar pessoas, mas não ideias”, quando criticar ideias não implica em desrespeitar, entretanto considerar, exatamente.

Bom, não é o que dizem as escrituras! O termo grego presente nos ‘codex’ mais antigos, como o Sinaiticus, é Ágape, o que podemos entender como o amor divino, essencial, é irrestrito e incondicional, algo inerente e derivado da divindade.

Ágape diverge de Eros, amor sexual, ou Fileo e Storge, amor familiar, algo relacionado a parentesco e casamento. Então o que o texto pede é que amemos nossos inimigos, assim como Deuso faz, perdoando e sujeitando-se a pesar ou sofrimento!

Esse tipo de entrega, detrimento do ser e favor do todo, condição não inerente ao convívio humano, (já que se supõe que ninguém perdoe e aceite tudo o que lhe é perpetrado), é típico de seitas apocalípticas, o que era a cristandade nos primórdios.

 

Trump presidente. E agora?

Passada a última eleição, e tendo em vista toda a campanha para presidência nos EUA (a mais bizarra que já pude acompanhar) acho que boa parte dos críticos do ‘maluco do topete’ não temem exatamente pelo que este tem capacidade de realizar, isso de represálias e boicotes, de cunho racista, nacionalista e conservador, até a ousados empreendimentos na construção civil na fronteira. Não, mas pelo que este não pode.

Creio que muitos não tem ideia de quais são as atribuições de um presidente e até onde se estendem seus poderes, que como é sabido dependem de amplo apoio legislativo (como em toda democracia presidencialista). Tendo em vista sua inexperiência, pouca representatividade e postura política figurativas, até caricatas, a meu ver teremos na verdade anos de um executivo vazio, inexpressivo e sem qualquer relevância nos EUA.

Jesus realmente existiu?

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Sim, mas também não. A resolução de um impasse dessas proporções jamais teria uma resposta simples. Lógico, que o homem dotado de dons miraculosos, dito de origem divina, descrito nas escrituras, das Cartas Paulinas aos Atos, é sabidamente contestável, basta aplicar a Navalha de Occam ou apenas o bom senso para discernir que se esse homem existiu então de certo um sem número de outros místicos da época também teriam que ser reais, quanto a personalidade histórica, um homem da Galileia dotado de ideais pouco ortodoxas, revolucionário, e capaz de desestabilizar a ordem, e atrair a ira das autoridades, romanas e judaicas, é bem plausível.

Como o nome Jesus é uma transliteração do nome de um herói judeu ancestral, hoje conhecido graças a narrativa bíblica como Josué, muito popular naquela região, e tendo em vista o quadro de intensas revoluções no período, eventos estes com muito menos controvérsias que a existência do nazareno, e o sem número de “ajustes” documentais (como o que diz respeito do título de nazareno, um tipo unção ritualística, não uma origem) acho mais cabível dizer que não houve um “Jesus”, mas muitos. O que nos restou foi uma coxa de retalhos desses diversos pregadores apocalípticos.