Ateus versus agnósticos. Ou: Como não passar vergonha apontando divergências onde estas definitivamente não existem.

Diante de uma crescente onda de desinformação que vejo, só esclarecendo, atualmente os termos:  agnosticismo e gnosticismo são contrários e dizem respeito a saber sim ou não algo, independente do que seja. Do mesmo modo, Ateísmo e teísmo também só que dizem respeito a crença ou não em deuses, e SOMENTE em deuses. Ou seja, uma coisa não é contrariada pela outra.

Dessa maneira é perfeitamente possível si dizer, por exemplo, um ateu agnóstico, que não acredita em deuses mas não descarta a possibilidade, ou um teísta gnóstico, que acredita irrevogavelmente em deuses. Em suma: ser agnóstico no que diz respeito a deuses não descarta uma postura ateísta ou mesmo teísta. Distorcer a terminologia sim é deveras contraproducente!

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Trump presidente. E agora?

Passada a última eleição, e tendo em vista toda a campanha para presidência nos EUA (a mais bizarra que já pude acompanhar) acho que boa parte dos críticos do ‘maluco do topete’ não temem exatamente pelo que este tem capacidade de realizar, isso de represálias e boicotes, de cunho racista, nacionalista e conservador, até a ousados empreendimentos na construção civil na fronteira. Não, mas pelo que este não pode.

Creio que muitos não tem ideia de quais são as atribuições de um presidente e até onde se estendem seus poderes, que como é sabido dependem de amplo apoio legislativo (como em toda democracia presidencialista). Tendo em vista sua inexperiência, pouca representatividade e postura política figurativas, até caricatas, a meu ver teremos na verdade anos de um executivo vazio, inexpressivo e sem qualquer relevância nos EUA.

Cabo de guerra – Fiéis versus fé!

 Você já se pegou pensando: “Como a religião cria seus ditames e como as sociedades são construídos sobre eles, e em dado momento a própria população que a seguia se volta contra seus dogmas, os esquecendo, e mesmo assim as religiões permanecem vivas e respirando.” (diferente de você depois de ler isso)?

Bom, a coisa toda funciona bem parecido com a política, sendo mais ou menos assim: A religião apresenta seus dogmas, baseados no que suas lideranças acham correto (leia-se conveniente e interessante a eles próprios e a manutenção de seu poder), o povo segue os ditames e a sociedade é construída sobre os tais.

Em dado momento a racionalidade e a conscientização, apontam que um ou outro dogma não tem qualquer coerência (leia-se, está terrivelmente errado), e a população se nega a obedecer. A igreja começa a perder fiéis, descontentes que estão com as continuas reafirmações daquele ditame que é tão “inconveniente”.

Daí, a religião finalmente cede, volta atrás, as vezes até com uma retratação pública. Tais ditames são então alterados (ou mesmo esquecidos). E todos voltam felizes para a fé. Bom, nem todos! Muitos abandonam a fé, outros esmorecem a fé, e outros ainda nos saem com uma fé “nova”. São muitas e muitas “fezes”!