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Devemos amar nossos imigos?

Em Mateus 5:44, tem-se:

Ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.

Uma óbvia menção de Provérbios 19:11:

Sábio é o homem que consegue controlar seu gênio, e sua grandeza está em ser generoso e perdoador com quem o ofende!

Essa parte dito “Novo Mandamento”, convenientemente escanteado,  não tem sequer bases no bom senso. Não seria estranho é nunca ver mesmo cristãos perdoando aqueles que os acometem com pesares ou simplesmente os perdoando?

Fato: Os evangelhos canônicos não se amparam em uma ideia de moralidade própria, quando muito apenas citam termos comuns praticamente advindos dos convívios e acordos sociais humanos, isso quando não são totais perversões.

É comum ouvir dizerem que: “Amar tem a ver com respeito, não com compassividade”. Dando a ideia contorno de “respeitar pessoas, mas não ideias”, quando criticar ideias não implica em desrespeitar, entretanto considerar, exatamente.

Bom, não é o que dizem as escrituras! O termo grego presente nos ‘codex’ mais antigos, como o Sinaiticus, é Ágape, o que podemos entender como o amor divino, essencial, é irrestrito e incondicional, algo inerente e derivado da divindade.

Ágape diverge de Eros, amor sexual, ou Fileo e Storge, amor familiar, algo relacionado a parentesco e casamento. Então o que o texto pede é que amemos nossos inimigos, assim como Deuso faz, perdoando e sujeitando-se a pesar ou sofrimento!

Esse tipo de entrega, detrimento do ser e favor do todo, condição não inerente ao convívio humano, (já que se supõe que ninguém perdoe e aceite tudo o que lhe é perpetrado), é típico de seitas apocalípticas, o que era a cristandade nos primórdios.

 

O verdadeiro significado da Páscoa

Muito antes de você ficar pasmo diante do preço dos ovos de chocolate pendurados sobre sua cabeça no supermercado, muito antes dos romanos crucificarem o filho de Deus e este ressuscitar passados três dias, e até mesmo muito antes de toda uma nação de escravos encontrar sua liberdade pelas mãos de um deus assassino, havia o esperado início do equinócio de primavera.

Para nós aqui no hemisfério sul, onde não são perceptíveis a mudança das estações, e mesmo no hemisfério norte, com todas as comodidades que a civilização trouxe, toda a série de drásticas mudanças, desde a temperatura, até a passagem e duração dos dias e noites, passem desapercebidas, mas para os povos antigos o término do inverno e o retorno da primavera era mágico.

Um sem número de animais naquelas regiões simplesmente desaparecem durante o dias de inverno, a vegetação passa por mudanças aterradoras, muitas perdem sua cobertura, os dias são imensamente curtos, e as noite parecem não que vão mais terminar. Era de se esperar que praticamente todo povo tivesse diversos mitos visando dar qualquer sentido a esse período tão sombrio.

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A chegada da primavera, sinalizando o término daqueles dias de terror e escuridão, geralmente era percebida com o ressurgimento de vegetação e o fim da hibernação de inúmeras espécies, como os coelhos. Estes como sabemos tem uma grande capacidade reprodutiva, não era surpresa que do dia para a noite estes cobrissem os campos, sendo associados a renovação da vida.

Era também com a chegada da primavera que as aves outrora apinhadas nos celeiros começam a pôr seus ovos, e ali dentro de poucas semanas destes saiam novas aves magicamente e aos milhares. E para populações que desconhecem os meandros da biologia reprodutiva ver aqueles minúsculos receptáculos como geradores espontâneos de vida, não é exatamente de se estranhar.

Um sem número de povos tinham deuses, (como Isthar dos acádios ou Eostre dos anglo-saxões), e outros seres mitológicos associados a estes eventos. Como explicar a esperança de dias melhores, e a renovação da própria vida de outra maneira que não na vontade caprichosa destes seres poderosos, que, como a própria natureza, ora também morriam para posteriormente ressuscitar?