Tal e qual Dentes de Leão! (Parte 3)

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Esses rochedos, assim como as arcas dos ancestrais mitos humanos, como o descrito da Epopeia de Gilgamesh, o mais antigo conto que se tem noticia de um dilúvio universal (sim, esqueçam Noé e sua nudez), seriam veículos que permitiriam a sobrevida desses seres diminutos após uma calamidade que extirparia a todos que ficassem para trás.

As sequelas de um choque de grandes magnitudes poderiam desde erguer uma nuvem de pó e detritos, mantendo-os em suspensão no ar por centenas de anos, até mesmo queimar toda atmosfera de um planeta, vaporizando os oceanos. O que quer dizer que toda espécie de vida que ali, por ventura, tenha existido, seria eliminada, de um modo ou de outro.

E ainda como descrito nos antigos épicos do passado, a vida poderia recomeçar, e isso mais de uma vez[!], em um novo e distante mundo, como um ‘monte Nimush’ (de novo, esqueça o Ararat) onde repousar e ali, novamente poder, por meio da Evolução, prosperar como outrora, tornando esse planeta seu novíssimo lar – Tal e qual Dentes de Leão!

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Tal e qual Dentes de Leão! (Parte 2)

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Ora piscinas naturais rasas a beira mar banhadas pelo sol, ora caldeiras vulcânicas submersas, teriam por ventura, originado os compostos químicos mais fundamentais, (aminoácidos, e diversos outros desses elementos, inclusive já puderam ser sintetizados em laboratório, emulando tais condições naturais primitivas) e por vez sua capacidade de se auto reproduzir.

Agora vem a tona a ideia das chamadas ‘arcas cósmicas’. É sabido que numerosos seres mais simples, tais como bactérias e micróbios, (os ditos extremófilos), tem capacidades sobre-humanas de sobrevivência. Suportam privação de nutrientes, vácuo, pressão e temperatura (mínimas e máximas), além, é claro, de radiação, e isso em números colossais.

Com o choque de meteoros, ou mesmo cometas distantes, com quaisquer planetas rochosos, como os do sistemas solar interno, poderiam arremessar, a enormes velocidades, pedaços de sua própria crosta para planetas vizinhos, sistemas solares próximos, quiçá indo parar em galáxias muito distantes contendo amostras consideráveis desses microscópicos seres.

Arte (45)

 Continua…

Tal e qual Dentes de Leão! (Parte 1)

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Já viu uma singela flor branca que cobre os campos durante os meses mais quentes? A menor das brisas se desfazem, qual punhado de areia, saindo voando aos rodopios, formando uma nuvem dispersa de ‘pompons’. São pequenos flocos felpudos, como que saídos diretamente de desenhos animados. Nós as chamamos somente de Dentes de Leão.

Cada uma dessas belíssimas flores tem centenas de sementes atreladas aos flocos, minúsculos receptáculos de vida. Ao se desprenderem podem tomar as correntes ascendentes de ar e ir aterrissar a centenas, talvez a milhares, de quilômetros de seu ponto de origem, onde com um pouco de sorte poderiam originar novas plantas, novos ‘campos felpudos’!

Confesso, os Dentes de Leão são minhas flores favoritas! Há toda uma bela significância, quiçá poesia com contornos de mágica, em sua existência. Versos estes que se traduzem naquilo que os astrônomos recentemente teorizam para as, (contudo, para mim irrelevante, no máximo desinteressante!), origens daquilo que chamamos vida. Claro, há outras teorias.