Quem ama o feio… – Relógios, O Universo e o Engodo da Perfeição

A nossa volta, em toda e qualquer parte, e para todo aquele que assim queira ver, há todo um universo, imenso, mas não incomensurável, nem sincrônico, nem (e sem qualquer sombra de dúvida) irretocável.

Aliás de onde será que as pessoas (mesmo as mais sensatas) tiraram esse ‘orelhudo coelhinho’, senão da ‘cartola’? Um universo que é como um relógio? A comparação poderia até ser risível, não fosse um tanto triste.

É possível perder horas esmiuçando, ponto a ponto, do quão absurda é a simples ideia de algo que não precisa de retoques, acertos, aparando o sem número de arestas de toda ‘imperfeição’ que é nossa realidade.

Vide o relógio. Em seu modelo mais comum, um mecanismo de pequeninas molas e rodas, usado para marcar o tempo, mas que ainda assim precisa de acerto. Lembre-se, relógios atrasam, as molas perdem tensão.

Tensionadas as molas, com sua energia acumulada, passam às várias engrenagens. Pouco a pouco a energia é convertida, temos movimento e os ponteiros, por cinética, vão girando. Bonito, todavia não perfeito.

O que entendemos por “perfeito” é uma mera abstração, não condiz com dados objetivos do mundo a nossa volta. Mesmo o universo, macro e micro, não se sustenta sem correções, constantes acertos.

O fato de não compreender muito da mecânica que deu início, mantém e possivelmente destruirá, o cosmo, não a invalida o que já verificamos, testamos, conhecemos e entendemos dele. Explicado? Perfeito!

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