Fé nos alienígenas (Parte 2)

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Pensar que nas vastidões, quase incomensuráveis do cosmos, existem seres que de tão parecidos que são a nós, unicamente por gozarem de milhões de anos a mais de evolução, idêntica a que vemos aqui na Terra, iriam se por a percorrer o universo em busca de vida inteligente, exatamente como nós estamos, é para mim de uma incoerência sem tamanho – E porque tudo isso?

Quiçá pelo mesmo motivo que vemos com um ar de soberba o nosso próprio mundo, assim também voltamos nossas vistas aos céus, e obviamente se esse minúsculo grão de poeira existe em razão de nós, seres humanos, o mesmo se deve a toda a criação. A despeito da extrema hostilidade do meio extraterreno para com a vida, que nos demonstra estritamente o contrário.

Faço um paralelo de como encaro a possibilidade da existência de deuses, com a de vida extraterrestre dessa maneira, e suas supostas visitas a nosso planeta. Do mesmo modo que vejo os deuses, até então apresentados a mim, como meras crias da imaginação, ao mesmo tempo não desconsidero a possibilidade da existência de um deus, que escapa ao conhecimento.

Assim também vejo essa vida inteligente, esses tais seres alienígenas, seus OVNIS, abduções e afins. Sei do tamanho de nossa galáxia, do nosso universo (se é que é o único), sei das possibilidades a vida (como conhecemos e não). Todavia sou cético as vãs criações “hollywoodianas” e suas pares, desde Ray Palmer até Erich von Däniken. Sinceramente, me falta “fé”.

Fé nos alienígenas (Parte 1)

Leia também: Fé nos alienígenas (Parte 2).

Existe sim vida em outros planetas, isso me parece bem provável, visto que o que se entende atualmente por vida, não é mais do que o raro (ainda) evento do surgimento de compostos químicos auto-replicantes, traduzindo organismos. Não, aquilo que entendemos por vida é basicamente isso, só isso. Há tempos que vida perdeu toda a “magia” em torno de seu funcionamento.

Hoje sabemos todas as condições essenciais para que ocorram dos elementos químicos da vida tanto apareçam, quanto tenham a chance de prosperar. Tanto é que a busca por planetas habitáveis, tecnicamente “novas Terras”, é baseada tecnicamente em encontrar planetas rochosos posicionados nas zonas habitáveis de suas respectivas estrelas, e isso só para começar.

Daí, vem o típico questionamento: “Poderiam essas tais vidas extraterrestres, evoluídas, inteligentes?”. Há um erro aqui, vocês perceberam. Antes de mais nada, o que é ser um ente inteligente, o que exatamente nos torna evoluídos? Se usarmos como base o que temos a disposição, é mais do automático que se responda essa pergunta tomando a nós mesmos por inteligentes.

Mas se ter uma inteligência superior e ser um ente evoluído é ser como nós somos, estaremos sendo bem prepotentes, quiçá incorrendo em um erro tendencioso. É ser inteligente criar e manusear máquinas? É ser inteligente  conhecer o universo ao seu redor? Na verdade, sequer chegamos a um consenso do que seria a “inteligência” ou se existem várias “inteligências”.