Um agora

Somos hipócritas, retrógrados e conservadores em demasia. Apegados demais a conceitos e ditames ancestrais, essa é a base para tudo aquilo que entendemos por civilização, sim isso é fato.

Já foi provado e demonstrado pela física de altas energias que singularidades semelhantes a que originou o Big Bang são  geradas, e com uma perturbadora frequência, espontaneamente.

No que diz respeito a física de partículas, o entendimento convencional simplesmente não funciona, tudo fica ainda deveras nublado em meio ao gigantesco ‘saco de gatos’ que é a Quântica.

No meu entender, vem daí a confusão em si aceitar que o ‘tudo’ passa por transformações, e a todo instante. Nosso universo é esse instante, todavia nem sempre foi assim, nem será para sempre.

Nosso universo se equipara a existência do próprio homem. Em escalas distintas, cosmológica e geológica, podemos estar apenas vivendo um momento, um instante, ou unicamente um agora.

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Exercício lógico condicionado e falseável – ou – Porque não emprestar dinheiro sem garantias

Suponha que tem um amigo, aí do seu trabalho, alguém de sua mais inteira confiança. Vocês tem uma amizade de longos anos, você inclusive conhece seus pais e parentes próximos, e estes o tem como um ente mais que querido. Esse amigo, tem ótimas condições, é até um pouco abastado, tem casa própria, automóvel, enfim ele é senhor de uma vida confortável, o mesmo se aplica a sua família. E em dado momento, esse lhe pede um empréstimo.

É uma boa soma, entretanto, ela não agride qualquer de seus limites financeiros, mesmo a curto prazo. É um excedente com o qual você poderia lidar, sem muitos sobressaltos. E assim, racionalizando os termos de acordo, do ‘contrato social’ que tem por anos com essa pessoa (as garantias pessoais e financeiras presentes ali) você cedo ou tarde acaba cedendo. Isso é coerente e racional, embora seja também, deveras, como um ‘tiro no escuro’.

Agora imagine que você tem um conhecido, vocês mal se viram estes os últimos anos. Ele é um amigo da época da faculdade, ‘solteiro convicto’ e desempregado, mora com sua mãe, e se mantem graças a parca pensão da boa senhora. Vale citar que não tem fundos, imóveis, ou qualquer tipo de reserva. Tudo o que possui está, a bem da palavra, ‘as vistas’. Vez outra vocês se encontram, e em uma dessas vezes, esse lhe pede um empréstimo.

Porque ele precisaria desse dinheiro? Você imediatamente se irá perguntar. E para essa dúvida você não tem nada além de um: “Confie em mim! É uma emergência!” Para piorar o valor solicitado bate exatamente com seu fundo de reserva, cheque-especial, ou o que seja, representa tudo o que você tem aí sobressalente. Saiba, você passará mais tempo pensando em uma desculpa para sair correndo, do que se deveria ou não atender a essa sua solicitação.

Se você compreende bem ambas as situações, e discernindo chega as mesmas conclusões, a pondo de propor a mesma ideia a outrem, e este idem, encadeando uma construção lógica que só pode ser derrubada, mediante novas evidências, (talvez seu conhecido ganhou na loteria e precisa de um táxi, ou seu amigo do trabalho é viciado em jogos e está falido por conta disso), saiba, você compreende, e está empregando, de puro Método Científico.