A fé nos une?

As religiões se apossaram dos valores éticos da sociedade, de modo que para seus fieis é algo impensável sequer cogitar qualquer outro pacote de preceitos que não os que sua crença pessoalmente apoia. E como todo mundo já sabe, as religiões mais institucionalizadas são como Clubes Privé, tendo todo um conjunto de normas, sempre com uma ou outra que em qualquer outro lugar pareceriam estranhas, até vexatórias.

O cristianismo tem os seus próprios, o que inclui, além da típica soberba de se afirmar como a única fé verdadeira, do único deus verdadeiro, em detrimentos das milhares de outras religiões do mundo (ativas ou não), críticas sociais incisivas a práticas homo-afetivas, segregação racial (isso em um passado bem recente), e toda uma sorte dos mais hediondos preconceitos, impensáveis em um bom convívio social.

Isso é parte da doutrina ensinada as crianças – é “bíblico”, dizem, é a vontade irrevogável de seu deus. Comigo não foi diferente, desde cedo recebi minha cota desses preconceitos. E enquanto não me despi de todo o acervo de mitos de meu pacote cristão, em que fui inserido por meus pais, não consegui questionar o porque de tudo daquilo. Religiões realmente unem as pessoas… umas contra as outras. Mas que ironia!

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